A arquitetura de três camadas, tradicional nos SBGDs relacionais, pode ser usada para explicar o conceito de independência de dados. A esse respeito, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) Existem três tipos de independência de dados no SGBDs relacionais: a independência lógica, a semântica e a física. ( ) A independência lógica dos dados é a capacidade de alterar o esquema conceitual sem ter que alterar esquemas externos ou programas aplicativos. É possível alterar o esquema conceitual para expandir o banco de dados, para alterar restrições ou para reduzir o banco de dados (removendo um tipo de registro ou itens de dados). ( ) A independência física dos dados é a capacidade de alterar o esquema interno sem ter que alterar o esquema conceitual. No entanto, os esquemas externos também precisam ser alterados. As afirmativas são, respectivamente,
- A)V – V – F.
Errada, porque a primeira afirmativa inventa a independência semântica, que não integra a classificação clássica.
- B)F – V – F.
Certa, pois a primeira é falsa, a segunda descreve corretamente a independência lógica e a terceira está errada ao negar a independência física.
- C)V – F – F.
Errada, porque a segunda afirmativa está correta ao definir independência lógica.
- D)F – V – V.
Errada, porque a segunda afirmativa não é falsa e a terceira também não é verdadeira.
- E)F – F – V.
Errada, porque a primeira e a segunda afirmativas não são ambas falsas.
Gabarito: B
Na arquitetura clássica de três esquemas dos SGBDs, você tem o nível externo, o conceitual e o interno. Essa separação serve justamente para mostrar a tal independência de dados, isto é, a capacidade de mexer em um nível sem bagunçar os outros. Na doutrina tradicional, falamos em dois tipos principais: independência física e independência lógica. Não existe, nessa classificação padrão, uma terceira categoria chamada independência semântica. A primeira assertiva, então, cai por inventar um tipo que não faz parte do modelo clássico. A independência lógica é a habilidade de alterar o esquema conceitual sem precisar ajustar os esquemas externos nem os programas de aplicação. Isso inclui, por exemplo, expandir o banco com novos atributos ou relacionamentos, mudar restrições e até remover certas informações, desde que a visão dos usuários continue estável. Ou seja, a segunda afirmativa está correta e traduz bem o conceito. Já a independência física é a possibilidade de modificar o esquema interno, como organização de arquivos, índices e métodos de acesso, sem mexer no esquema conceitual. A terceira afirmativa erra ao dizer que os esquemas externos também precisam ser alterados. É o contrário: a ideia é justamente evitar esse efeito cascata. Por isso, o gabarito é B: F - V - F.