Observe o profile das seguintes fontes de dados do Data Warehouse JusDW. FONTE DE DADOS 1: Tabela TB_PROC Atributo: ID_P Descrição: Identificador único da tabela TB_PROC Quantidade de Registros: 3.250 Valor Inicial: 1 Valor Final: 3.250 Valores Nulos: 0 FONTE DE DADOS 2: Tabela TAB_P Atributo: ID_PROC Descrição: Identificador único da tabela TAB_P Quantidade de Registros: 250 Valor Inicial: 1 Valor Final: 250 Valores Nulos: 0 Para integrar e armazenar os 3.500 registros das Fontes de Dados 1 e 2 na Dimensão DIM_PROC do JusDW, identificando unicamente cada novo registro criado da DIM_PROC, é necessário criar uma:
- A)Foreign key;
Errada: foreign key referencia outra tabela, mas não serve como identificador único criado para novos registros da dimensão.
- B)Natural key;
Errada: natural key vem do negócio ou da fonte, e aqui o DW precisa de um identificador próprio para integrar dados distintos.
- C)Alternate key;
Errada: alternate key é uma chave candidata não escolhida como primária, não o mecanismo típico para gerar identificação interna no DW.
- D)Surrogate key;
Certa: surrogate key é a chave artificial criada pelo Data Warehouse para identificar unicamente cada registro da dimensão.
- E)Candidate key.
Errada: candidate key é qualquer chave candidata a ser primária, mas a questão pede um identificador gerado pelo DW para integração.
Gabarito: D
Em Data Warehouse, quando voce precisa juntar registros vindos de fontes diferentes e garantir que cada linha criada na dimensão tenha uma identificação própria, o caminho clássico é usar uma chave substituta, ou surrogate key. Ela é um identificador artificial, normalmente numérico e gerado pelo próprio DW, sem depender dos códigos originais das fontes. Isso facilita a integração, evita conflitos entre sistemas diferentes e permite controlar melhor históricos e mudanças de valores ao longo do tempo. No enunciado, as duas fontes trazem identificadores únicos apenas dentro de cada tabela de origem. Para levar os 3.500 registros para a DIM_PROC e identificar unicamente cada novo registro criado, não basta reaproveitar os IDs das fontes, porque eles podem ter significados distintos e não foram pensados para atuar como identificador único do repositório integrado. O DW cria seu próprio identificador, independente das origens. Por isso, o gabarito é a letra D, surrogate key. Em modelagem dimensional, essa é a chave mais usada nas dimensões justamente para separar o mundo operacional do mundo analítico. Kimball trabalha bastante com essa ideia: a dimensão recebe uma chave interna do warehouse, enquanto as chaves naturais das fontes ficam como atributos de negócio, para consulta e rastreabilidade. Resumo de prova: se a pergunta fala em integrar dados de fontes diferentes e identificar unicamente o novo registro no DW, pense primeiro em surrogate key. É a chave do warehouse, não da fonte.