As informações analiticamente úteis das fontes de dados operacionais (das operações do dia a dia do negócio) são carregadas no Data Warehouse por meio do processo de ETL. Um dos recursos úteis em um DW é poder observar um mesmo item de dimensão em vários instantes de tempo (timestamps), como, por exemplo, observar o preço de venda de um produto ao longo dos anos. Assinale a opção que indica a técnica que torna possível a disposição desse recurso.
- A)A supressão, no Data Warehouse, das chaves primárias do bando de dados operacional.
Errada, porque apagar a chave primária da origem não resolve o histórico e ainda elimina uma referência importante do dado operacional.
- B)A criação de chaves primárias compostas por um atributo de chave substituta e um de chave primária do banco de dados operacional.
Errada, porque a chave composta mistura chave substituta com chave de origem sem refletir a prática padrão de modelagem dimensional para preservar versões históricas.
- C)A substituição, e consequente supressão, das chaves primárias do banco de dados operacional por chaves substitutas no Data Warehouse.
Errada, porque substituir e suprimir totalmente a chave da origem no DW dificulta rastreabilidade e não é a técnica usada para guardar múltiplos instantes do mesmo item.
- D)A criação de chaves primárias substitutas no Data Warehouse, mantendo as chaves primárias do banco de dados operacional como atributos únicos no Data Warehouse.
Errada, porque a chave da origem como atributo único no DW não permite múltiplas versões do mesmo item dimensional ao longo do tempo.
- E)A criação de chaves primárias substitutas no Data Warehouse, mantendo as chaves primárias do banco de dados operacional como atributos não chave no Data Warehouse.
Certa, porque a chave substituta vira a PK do DW e a chave do sistema operacional fica como atributo não chave, permitindo manter o histórico por timestamps.
Gabarito: E
No Data Warehouse, a grande sacada é separar o que serve para identificar o registro no DW do que vem do sistema operacional. Em geral, a chave do sistema de origem (a chamada chave natural ou business key) continua sendo guardada, mas deixa de ser a chave principal da dimensão. No lugar dela, entra uma chave substituta, criada pelo próprio DW, normalmente numérica e sem significado de negócio. Isso é importante porque um mesmo item de dimensão pode mudar ao longo do tempo. Pense num produto: o preço de venda, a descrição ou a categoria podem variar. Se o DW usar só a chave da operação, ele tende a sobrescrever o histórico. Com a chave substituta, o DW consegue criar versões diferentes do mesmo item ao longo do tempo e, assim, preservar a evolução histórica. Essa é a lógica clássica de dimensão lentamente mutável, especialmente a técnica conhecida como SCD Tipo 2. Por isso, a alternativa E está correta: o DW cria chaves primárias substitutas e mantém a chave primária do banco operacional como atributo não chave no DW. Em outras palavras, a chave de origem continua lá para referência, mas quem manda na identidade do registro dentro do DW é a surrogate key. É o jeito elegante de o passado não ser apagado por um update apressado. Doutrinariamente, isso é tratado como modelagem dimensional em DW, muito associada a Kimball, que recomenda chaves substitutas para manter histórico e desempenho nas consultas analíticas.