Em um Modelo Entidade-Relacionamento (MER), os objetos básicos de um determinado contexto são modelados como entidades. Considere o seguinte contexto de uma empresa imobiliária: “Um cliente aluga um imóvel. Um vendedor vende o imóvel de um cliente. A alocação do funcionário é em um setor. Um cliente tem um imóvel.” No contexto apresentado, o objeto básico que representa uma entidade é:
- A)Alocação;
Errada, porque alocação indica uma ação ou vínculo de distribuição/atribuição, não um objeto básico do contexto.
- B)Cliente;
Certa, porque cliente é um objeto do mundo real com identidade própria e atributos, logo é uma entidade.
- C)Aluga;
Errada, porque aluga é verbo e expressa relacionamento, não entidade.
- D)Venda;
Errada, porque venda representa um evento ou relação de negócio, e não um objeto básico do modelo.
- E)Tem.
Errada, porque tem é verbo de ligação e indica relacionamento, não entidade.
Gabarito: B
No MER, entidade é o objeto básico do mundo real sobre o qual a empresa quer guardar informações. Pense assim: se você consegue “apontar o dedo” para algo e dizer “quero registrar dados sobre isso”, há grande chance de ser uma entidade. Normalmente, entidades viram substantivos no modelo, como Cliente, Imóvel, Funcionário e Setor. Já verbos e ações, como aluga, vende, tem ou alocação, costumam indicar relacionamentos ou até atributos do processo, não entidades. O segredo da questão é separar coisa de ação: entidade é o “quem” ou “o quê”; relacionamento é o “que faz com quem”. No enunciado, Cliente aparece como um objeto concreto do contexto da imobiliária, com identidade própria e vários dados possíveis, como nome, CPF e telefone. Por isso, ele representa a entidade básica pedida pela questão. Isso está em linha com a modelagem clássica de Chen para MER, muito cobrada pela FGV, em que entidades representam objetos distinguíveis do domínio.