Durante a Mineração dos Dados sobre a tramitação dos processos eletrônicos do TJSE, o analista Pedro não estava chegando a resultados compreensíveis e resolveu verificar se havia anomalias nos dados. Para isso, o analista Pedro empregou a técnica:
- A)clusterização;
Errada, porque clusterização serve para agrupar dados semelhantes, não para identificar diretamente anomalias.
- B)detecção de outlier;
Certa, pois a detecção de outlier é a técnica usada para localizar valores ou registros fora do padrão esperado.
- C)regras de associação;
Errada, porque regras de associação buscam relacionamentos entre itens, e não casos anômalos nos dados.
- D)análise de regressão;
Errada, porque análise de regressão é usada para modelagem e previsão de valores, não para detectar anomalias.
- E)normalização de dados.
Errada, porque normalização apenas ajusta a escala dos dados e não tem como finalidade encontrar outliers.
Gabarito: B
Quando os dados não “contam uma história” clara e você suspeita que existem registros fora do padrão, a técnica de mineração mais indicada é procurar anomalias. É justamente isso que a detecção de outlier faz: identifica valores, pontos ou registros muito diferentes do comportamento esperado do conjunto. Pense nela como o alarme de incêndio do banco de dados, que dispara quando algo foge demais da curva. Na mineração de dados, cada técnica tem uma função bem definida. Clusterização agrupa elementos parecidos, regras de associação procuram relações do tipo “se isso acontece, aquilo também acontece”, regressão tenta prever valores numéricos e normalização apenas ajusta a escala dos dados. Nenhuma dessas, por si só, tem como objetivo principal localizar anomalias. No enunciado, Pedro não estava conseguindo resultados compreensíveis e resolveu verificar se havia anomalias nos dados. Isso aponta diretamente para a análise de outliers, isto é, observação de casos atípicos que podem distorcer a interpretação ou indicar erro, fraude, comportamento raro ou situação especial. Por isso, o gabarito B está correto. Em prova, a FGV gosta de trocar o nome da técnica pelo efeito prático que ela produz. Aqui, o verbo-chave é “verificar se havia anomalias”, que praticamente entrega a detecção de outlier como resposta.