O administrador de banco de dados do TJSE deverá criar um banco de dados relacional para armazenar um grande volume de dados, oriundos do novo sistema de gestão de processos, e precisa considerar seu crescimento futuro e desempenho. Nesse sentido, a abordagem mais apropriada para o dimensionamento inicial do banco de dados é:
- A)atribuir um tamanho fixo de armazenamento para todas as tabelas e índices para evitar expansões automáticas e fragmentações;
Errada, porque atribuir tamanho fixo para todas as tabelas e índices ignora as diferenças de crescimento e pode gerar desperdício ou falta de espaço.
- B)utilizar o tamanho padrão de armazenamento fornecido pelo sistema gerenciador de banco de dados (SGBD) para todas as tabelas e índices;
Errada, pois o tamanho padrão do SGBD não substitui o dimensionamento técnico baseado na realidade do projeto.
- C)estimar o tamanho inicial de cada tabela e índice com base em projeções de crescimento e adicionar uma margem de segurança para o espaço de armazenamento necessário;
Certa, porque o planejamento correto considera o volume esperado, o crescimento futuro e uma margem de segurança para armazenamento.
- D)colocar todas as tabelas em um espaço de armazenamento pequeno e, a partir do crescimento dos dados, aumentá-lo conforme a necessidade;
Errada, já que começar com espaço pequeno e crescer depois tende a prejudicar desempenho e aumentar a chance de ajuste emergencial.
- E)desconsiderar dimensionar o espaço de armazenamento do banco de dados inicialmente, pois os SGBDs são capazes de fornecer, automaticamente, o tamanho necessário para armazenar todas as tabelas e índices.
Errada, porque SGBD não elimina a necessidade de planejamento inicial de capacidade; a automação não resolve tudo sozinha.
Gabarito: C
Em projeto de banco de dados, dimensionamento inicial não é chute, nem confiança cega no padrão do SGBD. Quando você espera grande volume de dados e crescimento futuro, o ideal é estimar o espaço necessário para tabelas e índices antes da implantação, considerando quantidade de registros, tamanho médio das linhas, índices previstos, carga de uso e uma folga para expansão. Isso evita surpresa desagradável do tipo "acabou o espaço" justamente no pior momento. No mundo real, o administrador não pensa só no hoje. Ele projeta o amanhã com base em tendência de crescimento e reserva margem de segurança para acomodar aumento de dados, reorganizações e custos operacionais. Em outras palavras: planejar agora costuma sair muito mais barato do que remediar depois. Por isso, a alternativa C está correta. Ela descreve exatamente a prática recomendada de dimensionamento inicial: estimar o tamanho de cada tabela e índice com base em projeções de crescimento e acrescentar uma margem de segurança para o armazenamento. Isso é coerente com a boa prática de administração de bancos relacionais e com o cuidado necessário em ambientes com grande volume de dados. As demais alternativas erram porque tratam o espaço de forma rígida, genérica ou improvisada. SGBD ajuda bastante, mas não faz milagre sozinho. O administrador precisa fazer a conta antes, não só torcer para caber.