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Banco de Dados · FGV · 2022

Questão comentada de Banco de Dados

Num banco de dados relacional, considere as tabelas T1 e T2, criadas como descrito a seguir. • T1 tem duas colunas, intituladas A e B, do tipo inteiro; a coluna A é declarada como primary key, e não aceita valores nulos. • T2 tem duas colunas, intituladas C e A, do tipo inteiro; a coluna C é declarada como primary key, e não aceita valores nulos; a coluna A foi declarada como UNIQUE, não aceita valores nulos e ainda foi declarada como uma foreign key que referencia a coluna A da tabela T1. À luz dessa estrutura, é correto afirmar que o relacionamento entre T1 e T2:

Gabarito: A

Em banco de dados relacional, a forma mais simples de descobrir a cardinalidade entre duas tabelas é olhar para as restrições da chave estrangeira. Aqui, T2 tem a coluna A como foreign key para T1.A, mas essa coluna A em T2 também é UNIQUE e não aceita nulos. Isso muda tudo: cada valor de T1.A pode aparecer no máximo uma vez em T2, e cada linha de T2 aponta para exatamente uma linha de T1. Traduzindo para o mundo real: uma linha de T1 pode estar associada a zero ou uma linha de T2, porque nada obriga que todo registro de T1 seja referenciado em T2. Já uma linha de T2 sempre referencia um único registro de T1. Essa combinação caracteriza relacionamento 1:1, com participação opcional do lado de T1 e obrigatória do lado de T2. Se a coluna A de T2 não fosse UNIQUE, aí sim várias linhas de T2 poderiam apontar para a mesma linha de T1, formando um 1:N. Mas o enunciado colocou justamente a trava da unicidade para evitar isso. É a clássica pegadinha: a foreign key sozinha sugere repetição, mas a restrição UNIQUE fecha a porta para múltiplas ocorrências. Em termos de modelagem, a resposta está alinhada com a lógica de cardinalidade e com a semântica das restrições de integridade referencial: chave estrangeira garante existência do pai; UNIQUE garante exclusividade do vínculo. Por isso o gabarito é a alternativa A.

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