Um setor de atendimento ao cliente por telefone utiliza o sistema eSAC como suporte para suas atividades. No banco de dados utilizado pelo eSAC, o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é armazenado sem criptografia. Contudo, o CPF é apresentado no formato "123.4**.***-**" na tela utilizada pelos atendentes, para que eles possam confirmar a identidade de quem está ligando. A segurança de dados implementada no eSAC foi:
- A)ofuscação estática (static obfuscation);
Errada, porque ofuscação estática não descreve apenas a ocultação na visualização, mas uma alteração mais permanente do conteúdo ou da forma de armazenamento.
- B)mascaramento de dados dinâmico (dynamic data masking);
Certa, porque o CPF permanece íntegro no banco e é parcialmente ocultado somente na exibição ao usuário, exatamente o que caracteriza mascaramento dinâmico.
- C)persistência por ofuscação (persistence by obfuscation);
Errada, porque não houve uma técnica conhecida com esse nome na prática de segurança de dados do contexto da questão.
- D)ofuscação por variação de valor (obfuscation by value variance);
Errada, porque também não corresponde a uma categoria consagrada de proteção de dados nesse cenário.
- E)mascaramento persistente no local (in-place persistent masking).
Errada, porque mascaramento persistente no local envolveria a modificação permanente do dado armazenado, e aqui o banco guarda o CPF sem criptografia e sem ocultação definitiva.
Gabarito: B
Aqui a ideia central é simples: o dado continua existindo no banco, mas a forma como ele aparece para o usuário muda conforme a necessidade. No exemplo, o CPF está armazenado sem criptografia, mas na tela o atendente vê apenas parte do número, com alguns dígitos ocultos por asteriscos. Isso é feito para permitir conferência da identidade sem expor o dado completo desnecessariamente. Esse comportamento é típico de mascaramento de dados dinâmico: o valor bruto permanece no banco, e a aplicação ou o banco apresenta uma versão parcialmente escondida em tempo de execução, conforme o perfil do usuário ou a tela acessada. Ou seja, não se altera o dado gravado, apenas a forma de exibição. Isso é bem diferente de criptografia, que embaralha o dado para armazenamento, exigindo chave para leitura. Em termos práticos, o mecanismo protege a privacidade e ajuda a cumprir o princípio da necessidade, muito alinhado à LGPD, que recomenda o tratamento de dados pessoais com limitação ao mínimo necessário para a finalidade. Em concursos, a pista costuma ser exatamente essa: dado íntegro no banco, mas visualização reduzida para quem acessa. Por isso, o gabarito é a letra B. O sistema não está apagando, regravando ou trocando o CPF no banco; ele só está escondendo parte do valor na tela. É o tipo de segurança que dá uma mãozinha para o atendente, sem entregar o CPF de bandeja.