Uma tabela do tipo InnoDB no MySQL é criada como um clustered index, de acordo com as regras estabelecidas pelo sistema. Essa particularidade da estrutura utilizada pelo MySQL é comparável, no Oracle, à criação de uma tabela do tipo
- A)Clustered table.
Errada, porque clustered table não é a nomenclatura usada no Oracle para a tabela organizada como indice.
- B)Heap table.
Errada, porque heap table é tabela sem ordenação física por indice, o oposto da ideia cobrada.
- C)Index organized table.
Certa, porque a index organized table do Oracle armazena os dados organizados pelo indice principal, equivalente conceitualmente ao clustered index do InnoDB.
- D)Nested table.
Errada, porque nested table é um tipo de coleção em Oracle, não a estrutura pedida na comparação.
- E)Partitioned table.
Errada, porque partitioned table trata de particionamento de dados, não de organização como indice.
Gabarito: C
No MySQL, a tabela InnoDB fica organizada em torno da chave primária, como se a própria tabela fosse um indice principal: os dados ficam armazenados de forma fisicamente ordenada por essa chave. Por isso, dizemos que o InnoDB usa clustered index. Na prática, a leitura costuma ficar eficiente quando você consulta pela chave primária, porque os dados ja estão ali, alinhados com o indice.\n\nNo Oracle, a estrutura mais parecida com essa ideia é a index organized table (IOT). Nela, os dados da tabela são armazenados no próprio indice, e não em uma estrutura separada como ocorre nas tabelas comuns. Ou seja, a lógica é semelhante: os registros ficam organizados pela chave de acesso principal.\n\nÉ por isso que o gabarito é a letra C. A banca está cobrando equivalencia conceitual entre dois SGBDs: InnoDB com clustered index no MySQL e index organized table no Oracle. Não é uma comparação de nome por nome, mas de comportamento estrutural.\n\nResumo de prova: se a questão falar em tabela organizada pelo indice principal, pense em IOT no Oracle. Se ela falar em InnoDB e clustered index, a associação correta é essa mesma ideia de organização orientada por chave. É uma daquelas questões que parecem detalhe de implementação, mas o detalhe é justamente o que a banca adora.