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Banco de Dados · FGV · 2022

Questão comentada de Banco de Dados

Leia o fragmento a seguir. “A tarefa de detecção de anomalias é um caso particular de problema de _____, onde a quantidade de objetos da classe alvo (anomalia) é muito inferior à quantidade de objetos da classe normal e, adicionalmente, o custo da não detecção de uma anomalia (_____) é normalmente muito maior do que identificar um objeto normal como uma anomalia (_____)” Assinale a opção cujos itens completam corretamente as lacunas do fragmento acima, na ordem apresentada.

Gabarito: D

A detecção de anomalias, em mineração de dados, costuma aparecer como um problema de classificação com forte desbalanceamento: quase tudo é classe normal, e poucos registros são anomalias. Isso faz o modelo “apanhar” mais pela raridade do evento do que pela complexidade da regra. Em linguagem de prova, pense em um filtro que precisa achar agulha no palheiro sem chamar o palheiro inteiro de agulha. O ponto central do enunciado é a diferença de custo dos erros. Quando você deixa passar uma anomalia, comete um falso negativo: o evento ruim não foi detectado. Em geral, esse erro é o mais caro em cenários como fraude, intrusão, falha de equipamento ou doença. Já apontar um objeto normal como anômalo é um falso positivo, que incomoda, gera retrabalho, mas costuma ser menos grave. Por isso, o fragmento se completa com “classificação binária - falso negativo - falso positivo”. A lógica é exatamente essa: duas classes, uma delas muito minoritária, e uma assimetria de custos entre errar por omissão e errar por alarme falso. É o tipo de raciocínio que a FGV adora: menos decorar termos soltos e mais perceber a estrutura do problema. Se quiser uma regra rápida para provas, guarde assim: anomalia detectada tarde demais = falso negativo; acusar um normal = falso positivo. Em problemas reais, muitas vezes você até aceita alguns falsos positivos para reduzir o risco de deixar passar uma anomalia importante.

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