Um modelo conceitual é uma descrição do banco de dados de forma independente de implementação em um SGBD (Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados). Este modelo registra que dados podem aparecer no banco de dados, mas não registra como estes dados estão armazenados a nível de SGBD. As duas cardinalidades máximas que são geralmente consideradas no modelo conceitual são:
- A)0 e 1.
Errada, porque 0 e 1 representam cardinalidade mínima/máxima em alguns contextos, mas não a dupla clássica das cardinalidades máximas do modelo conceitual.
- B)1 e 2.
Errada, porque 2 não é a cardinalidade máxima padrão usada na modelagem conceitual; o usual é 1 e muitos.
- C)1 e n.
Certa, porque as cardinalidades máximas geralmente consideradas no modelo conceitual são 1 e N.
- D)0 e x.
Errada, porque "x" não é a notação usual para cardinalidade máxima no modelo conceitual, que normalmente usa 1 e N.
Gabarito: C
No modelo conceitual, a ideia é enxergar o banco de dados de forma bem abstrata, sem se preocupar com tabelas, índices, tipos físicos ou qualquer detalhe de implementação. Ele serve para representar os dados e, principalmente, os relacionamentos entre eles. É aqui que entram as cardinalidades, que mostram quantas ocorrências de uma entidade podem se relacionar com outra. Quando a questão fala em cardinalidades máximas, ela está perguntando pelos limites mais comuns usados no modelo conceitual. Em geral, esses limites são 1 e N, isto é, um para um ou um para muitos. O "N" representa uma quantidade indefinida de ocorrências, então faz todo sentido em um relacionamento conceitual. Por isso, o gabarito é a alternativa C. A banca quer justamente a dupla clássica da modelagem conceitual: 1 e n. É o tipo de coisa que aparece muito em diagrama ER, com notação de pé-de-galinha ou equivalente, para indicar se um lado do relacionamento aceita apenas uma ocorrência ou várias. Se você guardar uma ideia simples, já resolve: modelo conceitual pensa no "o que existe" e no "quanto pode se ligar", não no "como será guardado". Essa separação é base clássica da doutrina de modelagem de dados e de SGBD, sem depender de regra legal ou jurisprudência específica.