Em um sistema gerenciador de banco de dados, as restrições de integridade são utilizadas para
- A)limitar a quantidade de dados acessados pelos usuários.
Errada, porque restringir acesso a dados é função de controle de segurança e privilégio, não de restrição de integridade.
- B)controlar os formatos de entrada de dados e garantir a validade da entrada de dados.
Certa, porque as restrições de integridade validam a entrada e garantem que os dados respeitem as regras do banco.
- C)conservar o espaço de armazenamento.
Errada, pois conservação de espaço de armazenamento não é objetivo de restrições de integridade.
- D)proteger contra danos acidentais em banco de dados.
Errada, porque proteção contra danos acidentais é tema de segurança, backup, recuperação e controle de acesso, não de integridade.
- E)criar os principais objetos em um banco de dados.
Errada, já que criação de objetos do banco é tarefa de comandos de definição de dados, como CREATE, e não de restrições de integridade.
Gabarito: B
As restrições de integridade servem para manter o banco de dados coerente, confiável e dentro de regras previamente definidas. Pense nelas como os "porteiros" do SGBD: elas verificam se o dado que entra faz sentido antes de deixar a bagunça começar. Isso inclui, por exemplo, checar tipo, formato, faixa de valores, obrigatoriedade e relacionamento entre tabelas. Na prática, elas evitam que alguém cadastre um valor impossível, como uma data inválida, um código que não existe ou um campo obrigatório em branco. Em muitos SGBDs, isso aparece por meio de restrições como NOT NULL, UNIQUE, PRIMARY KEY, FOREIGN KEY e CHECK. A ideia central é garantir validade e consistência dos dados, não economizar espaço nem proteger fisicamente o banco. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente a função das restrições de integridade: controlar a entrada e assegurar que os dados inseridos respeitem as regras do modelo. Doutrinariamente, isso se conecta ao princípio da integridade em bancos de dados relacionais, que busca manter a correção dos dados ao longo de toda a vida útil do sistema. Se a banca falar em integridade, pense imediatamente em validação e consistência. Se falar em armazenamento, segurança física ou criação de objetos, já é outro caminho. Aqui, a questão quer a função clássica das restrições: impedir dado errado de entrar ou permanecer no banco.