O modelo entidade-relacionamento não permite estabelecer relacionamentos entre relacionamentos, apenas entre entidades. Para atender a situações em que seja necessário associar uma entidade com a ocorrência de um relacionamento, utiliza-se
- A)atributo multivalorado.
Errada, porque atributo multivalorado serve para armazenar vários valores de um mesmo atributo, não para representar a ocorrência de um relacionamento.
- B)dado temporal.
Errada, porque dado temporal trata de tempo ou histórico, mas não resolve a necessidade de associar uma entidade a uma ocorrência de relacionamento.
- C)tabela especializada.
Errada, porque tabela especializada é ideia do modelo relacional para especialização/generalização, e não o recurso conceitual pedido no enunciado.
- D)cardinalidade 1:N.
Errada, porque cardinalidade 1:N descreve a quantidade de ocorrências entre entidades, mas não cria estrutura para associar entidade a relacionamento.
- E)entidade associativa.
Certa, porque a entidade associativa é usada para dar identidade a uma ocorrência de relacionamento e permitir que ela participe de outros vínculos ou tenha atributos próprios.
Gabarito: E
No modelo entidade-relacionamento, a ideia central é representar entidades e os vínculos entre elas. Quando surge uma situação em que você precisa ligar uma entidade a uma ocorrência específica de um relacionamento, não basta tratar isso como um relacionamento comum: você precisa “transformar” esse vínculo em algo que também possa participar de outros vínculos e receber atributos próprios. É aí que entra a entidade associativa. Ela resolve casos em que o relacionamento deixa de ser apenas uma ligação simples e passa a ter identidade no modelo, como se virasse uma entidade para poder ser referenciada. Em outras palavras, ela faz a ponte entre a entidade e a ocorrência do relacionamento, permitindo modelar situações mais ricas sem forçar a estrutura do MER. Exemplo clássico: aluno e disciplina formam um relacionamento de matrícula. Se você precisa guardar nota, data de matrícula ou até relacionar a matrícula com outro objeto, a solução costuma ser criar uma entidade associativa para representar essa ocorrência. Isso evita gambiarra conceitual e deixa o modelo mais fiel ao mundo real. Por isso o gabarito é a letra E. Em modelagem conceitual, a entidade associativa é o recurso usado quando um relacionamento precisa ter características de entidade. Isso é bem aceito na doutrina de projeto de bancos de dados e aparece com frequência em questões do estilo CESPE/CEBRASPE, que gostam de cobrar essa diferença entre relacionamento simples e relacionamento que passa a ser “tratado como entidade”.