A crise climática e ambiental no Brasil é um desafio para o desenvolvimento sustentável e a preservação dos recursos naturais. Em relação a esse cenário, assinale a afirmativa correta.
- A)Uma das principais causas da crise climática no Brasil é a expansão acelerada das áreas urbanas, em função do uso excessivo de combustíveis fósseis.
Errada, porque a crise climática brasileira não se explica principalmente pela urbanização, mas sobretudo pelo desmatamento e pela mudança de uso da terra.
- B)As metas brasileiras de redução de emissões de carbono têm sido alcançadas graças à adoção de fontes de energia renováveis como a solar e a eólica em grande escala.
Errada, porque a expansão de solar e eólica ajuda, mas ainda não faz o Brasil cumprir suas metas de forma ampla e suficiente.
- C)O Brasil é um país com grandes emissões de gases de efeito estufa, mas, em função da predominância do clima tropical, é menos impactado pelas mudanças climáticas globais.
Errada, porque o fato de o Brasil ser tropical não o protege das mudanças climáticas; ao contrário, o país é muito vulnerável a secas, enchentes e ondas de calor.
- D)A matriz energética brasileira é predominantemente baseada em fontes não renováveis, o que afeta a crise climática, já que o setor de energia é o maior responsável pelas emissões de CO2, metano e óxidos de nitrogênio.
Errada, porque a matriz energética brasileira tem forte participação de fontes renováveis, e o maior peso das emissões nacionais vem do uso da terra, não do setor de energia.
- E)O aumento do desmatamento e da agricultura intensiva têm sido as principais causas do agravamento das mudanças climáticas no Brasil, pois contribuem significativamente para a emissão de gases de efeito estufa e a perda da biodiversidade.
Certa, porque desmatamento e agricultura intensiva elevam as emissões de gases de efeito estufa e reduzem a biodiversidade, agravando a crise climática no Brasil.
Gabarito: E
A crise climática no Brasil tem uma cara bem conhecida: desmatamento, mudança de uso da terra, queimadas e expansão agropecuária pesam muito no balanço de emissões. Em outras palavras, o problema não está só no carro ou na tomada, mas também na forma como o território é ocupado e explorado. No caso brasileiro, a perda de vegetação nativa libera grandes quantidades de gases de efeito estufa, especialmente CO2, e ainda enfraquece a capacidade de a natureza absorver carbono. A agricultura intensiva também contribui com emissões de metano e óxido nitroso, ligados à pecuária, fertilizantes e manejo do solo. Por isso, a alternativa correta é a que destaca o desmatamento e a agricultura intensiva como fatores centrais do agravamento das mudanças climáticas no país. Esse ponto conversa com a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187/2009), que trata da redução de emissões e da proteção dos sumidouros de carbono, e também com a lógica do desenvolvimento sustentável prevista na Constituição, que exige compatibilizar atividade econômica com preservação ambiental. A banca gosta de cobrar essa ideia simples, mas decisiva: no Brasil, clima e uso da terra andam de mãos dadas. Se a floresta cai, o clima sente na hora. E a conta, como sempre, não chega só para o meio ambiente, mas para a economia e para a vida das pessoas.