Assinale a afirmativa que descreve corretamente um aspecto do panorama global da economia em 2023.
- A)Nos Estados Unidos, a economia foi alavancada pela adoção de uma política de ampliação do crédito e baixa da taxa de juros.
Errada: em 2023 os Estados Unidos não adotaram baixa de juros e ampliação de crédito, mas mantiveram juros elevados para conter a inflação.
- B)Na China, o PIB cresceu acima do esperado, em um cenário marcado pela retomada econômica pós pandemia, inclusive no setor imobiliário.
Errada: a China teve retomada mais fraca do que o esperado e o setor imobiliário continuou como foco de crise, não de bonança.
- C)Na Zona do Euro, a alta dos preços da energia pesou nas despesas familiares e no setor industrial, confirmando a manutenção de um quadro de crise.
Certa: a alta dos preços da energia continuou pressionando famílias e indústria na Zona do Euro, mantendo um quadro econômico ainda difícil.
- D)Na Rússia, o PIB decresceu, em função do impacto prolongado da guerra com a Ucrânia e dos embargos à venda de petróleo e gás russos.
Errada: a economia russa não caiu dessa forma em 2023, pois houve forte adaptação ao contexto da guerra e às sanções.
- E)Na América do Sul, foi mantido um caminho geral de crescimento, apoiado por investimentos externos e pela intensificação de políticas estatistas.
Errada: a América do Sul não teve caminho geral de crescimento sustentado, e a região apresentou resultados variados entre os países.
Gabarito: C
Em 2023, a economia global ainda estava respirando com dificuldade depois da pandemia, da guerra na Ucrânia e da inflação que apertou o bolso de todo mundo. Alguns países conseguiram crescer, mas outros continuaram sofrendo com juros altos, energia cara e consumo fraco. Ou seja, nada de cenário bonitinho e uniforme: o ano foi de recuperação desigual e muitas tensões ao mesmo tempo. A alternativa C está correta porque a Zona do Euro seguiu sentindo forte o impacto da alta dos preços da energia, especialmente após os choques ligados à guerra e à redução do gás russo. Isso pesou nas contas das famílias e também no setor industrial, que depende muito de energia para produzir. Em 2023, vários países europeus continuaram com crescimento baixo ou estagnação, reforçando a ideia de um quadro ainda crisisado. As demais alternativas tropeçam em fatos bem conhecidos de 2023. Nos Estados Unidos, não houve expansão de crédito com queda de juros, mas sim política monetária mais dura para segurar a inflação. Na China, a retomada foi mais fraca do que o esperado e o mercado imobiliário continuou sendo um problema, não uma solução. Então, a lógica da questão é esta: quando a banca fala em panorama global da economia em 2023, ela quer que você reconheça a combinação de energia cara, inflação e crescimento desanimado em partes importantes do mundo. É o tipo de cenário em que a economia não faz festa, só tenta não piorar.