Segundo o boletim epidemiológico da Prefeitura, a capital paulista registrou duas mortes e 11.815 casos confirmados de dengue em 2022, o maior patamar da doença desde o início da pandemia de Covid-19. Frente a esse aumento da epidemia é preciso agir para evitar que o cenário se repita em 2023, uma vez que
- A)as chuvas de verão, no início do ano, produzem o ambiente ideal para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, que também transmite febre amarela, malária e chikungunya.
Errada, porque o Aedes aegypti transmite dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana, mas não malária, que é causada por protozoário e transmitida pelo mosquito Anopheles.
- B)trata-se de uma doença cíclica e de ocorrência não uniforme, de modo que estados e regiões vivenciam o seu acirramento em momentos diferentes do ano.
Certa, porque a dengue tem ocorrência cíclica e não uniforme, com intensificação em épocas e regiões diferentes do ano.
- C)o relaxamento das restrições impostas contra a Covid-19, como o distanciamento social, acelerou o contágio entre pacientes acometidos pela doença.
Errada, porque o relaxamento de restrições da Covid-19 não é a causa do aumento da dengue, que depende do vetor, do clima e de condições ambientais.
- D)a diminuição da circulação do vírus depende do êxito das campanhas de vacinação, combinadas ao uso intensivo de inseticidas químicos para eliminar o vetor do vírus.
Errada, porque não existe vacinação ampla contra dengue como solução geral em 2023 no contexto da questão, e o controle do vetor não se resume a inseticidas químicos.
- E)o combate dessa arbovirose necessita de uma ação contínua de eliminação da vegetação de grande e médio porte, a qual abriga os insetos transmissores e possibilita sua proliferação.
Errada, porque a dengue não é combatida pela eliminação de vegetação de médio e grande porte, e sim pela eliminação de água parada e criadouros do mosquito.
Gabarito: B
A dengue é uma arbovirose transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, e seu comportamento costuma variar conforme clima, chuvas, temperatura e circulação do vetor. Por isso, os surtos não acontecem de forma uniforme em todo o país: enquanto uma cidade vive pico de casos, outra pode estar em patamar bem diferente. É uma doença com caráter cíclico, e isso ajuda a entender por que 2022 acendeu o alerta para 2023. O gabarito é a letra B porque ela traduz justamente essa lógica epidemiológica: a dengue não cresce de maneira igual em todos os lugares nem no mesmo momento do ano. Em saúde pública, isso é bem conhecido: há oscilações sazonais e regionais na incidência, exigindo vigilância contínua, controle do vetor e eliminação de criadouros. A banca explora aqui um ponto clássico de Atualidades com Meio Ambiente e Saúde: quando a chuva aumenta e o verão aperta, o cenário fica mais favorável ao mosquito, mas isso não significa que a explicação seja igual para todo lugar ou que a solução seja uma medida isolada. Na prática, o combate é permanente e depende de ações integradas de prevenção, saneamento e vigilância epidemiológica. Resumo de prova: dengue não é um problema “constante do mesmo jeito” em todos os estados. Ela sobe e desce em ondas, e essas ondas aparecem em momentos diferentes conforme a região e o ambiente.