As fake news são um dos fenômenos comunicacionais contemporâneos mais inquietantes, com sérias repercussões no campo da saúde pública, uma vez que sua influência, pode alterar rotinas e comportamentos ligados à saúde. A respeito do problema das fake news em saúde, analise as afirmativas a seguir. I. Na era das tecnologias de informação e comunicação, a circulação de notícias falsas sobre doenças e formas de contágio é potencializada pela velocidade com que se propagam. II. O tema de notícias falsas a respeito de vacinação apresenta uma dimensão de gênero, uma vez que afeta especialmente as mães, que são, em sua maioria, as mais responsáveis pela saúde das famílias. III. A comunicação tem um valor estratégico para a saúde, especialmente em sua interface com a informação e a educação, uma vez que muitas fake news se iniciam com elementos verdadeiros ou com distorções de notícias reais. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
A alternativa afirma que somente a afirmativa I está correta, isto é, que a velocidade das tecnologias de informação e comunicação amplia a circulação de notícias falsas sobre doenças e contágio. Esse raciocínio está certo, porque o ambiente digital acelera o compartilhamento e dá escala às mensagens, inclusive às enganosas. O problema é que a afirmativa III também está correta, pois a comunicação em saúde tem papel estratégico e muitas fake news nascem de informações parciais, verdadeiras ou distorcidas.
- B)I e II, apenas.
Aqui se sustenta que as afirmativas I e II estão corretas, combinando o efeito da velocidade digital na propagação de boatos sobre doenças com a ideia de que a desinformação sobre vacinação tem dimensão de gênero. De fato, a I procede e a II também faz sentido no contexto da divisão social de cuidados, em que mulheres e mães costumam ser alvos centrais das campanhas e das pressões ligadas à saúde da família. O erro é que a afirmativa III também é verdadeira, porque a fake news em saúde frequentemente se aproveita de fragmentos de verdade ou de distorções de notícias reais.
- C)I e III, apenas.
A alternativa reúne as afirmativas I e III, apontando que a desinformação sobre saúde se espalha rapidamente nas redes e que a comunicação é estratégica porque fake news podem partir de elementos verdadeiros. Esse conteúdo está correto, pois a velocidade de circulação e a necessidade de educação em saúde são fatores centrais no enfrentamento do problema. Ainda assim, a II também está correta, já que a desinformação vacinal alcança as mulheres, especialmente mães, em razão do papel socialmente atribuído a elas na organização dos cuidados familiares.
- D)II e III, apenas.
Esta opção afirma que apenas as afirmativas II e III estão corretas, ou seja, que existe uma dimensão de gênero na desinformação sobre vacinação e que a comunicação em saúde é estratégica para enfrentar fake news. Esses dois pontos são compatíveis com a realidade, porque o cuidado com a saúde da família costuma recair mais sobre mulheres e porque boatos muitas vezes se constroem sobre meias verdades. O equívoco é excluir a I, já que a rapidez de propagação nas tecnologias de informação e comunicação é justamente um dos fatores que mais potencializam notícias falsas sobre doenças e contágio.
- E)I, II e III.
A alternativa combina as três afirmativas e é a correta porque elas descrevem três aspectos complementares do fenômeno das fake news em saúde. A I está certa ao destacar que o ambiente digital acelera a difusão de boatos; a II também procede ao reconhecer que a desinformação vacinal atinge de forma particular as mães, em função dos papéis de cuidado socialmente atribuídos às mulheres; e a III é verdadeira ao mostrar que comunicação, informação e educação são estratégicas, sobretudo porque muitas notícias falsas se apoiam em fatos reais distorcidos. Em conjunto, as três afirmativas explicam bem por que a desinformação em saúde é tão perigosa.
Gabarito: E
As fake news em saúde viraram um problema público sério porque circulam muito rápido, alcançam muita gente e podem influenciar decisões concretas, como vacinação, uso de medicamentos e busca por atendimento. Na prática, não é “só uma mentira na internet”: é uma informação falsa que pode gerar medo, resistência a políticas de saúde e até risco coletivo. A afirmativa I está correta porque, na era digital, a velocidade e o alcance das redes sociais amplificam conteúdos enganosos sobre doenças e contágio. Quanto mais compartilhamento, mais difícil fica conter a desinformação, especialmente quando ela parece vir “de fonte confiável”. A afirmativa II também está correta. Em debates sobre vacinação, há sim uma dimensão de gênero, porque as campanhas e as mensagens de desinformação costumam atingir fortemente as mães, que muitas vezes assumem a responsabilidade cotidiana pelas decisões de cuidado da família. Isso não significa excluir outros públicos, mas reconhecer esse recorte social. A afirmativa III fecha o pacote corretamente: a comunicação é estratégica para a saúde porque informação e educação ajudam a prevenir boatos, esclarecer dúvidas e construir confiança. Além disso, fake news frequentemente nascem de meias-verdades, recortes fora de contexto ou distorções de fatos reais, o que torna a checagem ainda mais importante. Por isso, o gabarito é E, com as três assertivas corretas.