“Tem um velho ditado iorubá que diz: 'Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje'. Esse ditado é a melhor forma de resumir o que eu tento fazer. Eu não sinto que eu vim, eu sinto que eu voltei. E que, de alguma forma, meus sonhos e minhas lutas começaram muito tempo antes da minha chegada.” Rapper, cantor e compositor brasileiro, considerado uma das grandes revelações do hip hop do Brasil da década de 2000, hoje é artista consagrado. Em 2019 lançou seu mais ambicioso projeto, por ele denominado ‘experimento social’: AmarElo. Sobre o projeto, ele assim se manifestou: “No primeiro passo desse processo, a nossa intenção era que as pessoas se sentissem grandes ao olharem no espelho. Agora, a ideia é que elas observem ao redor e se enxerguem maiores do que os seus problemas, independente de quais sejam.” Estamos falando de
- A)Criolo.
Criolo é outro nome importante do rap nacional, mas não é o artista ligado ao projeto AmarElo de 2019.
- B)Marcelo D2.
Marcelo D2 é um nome forte do cenário musical brasileiro, porém não corresponde ao rapper citado no enunciado.
- C)BNegão.
BNegão tem relevância no hip hop e no cenário alternativo, mas não é o autor de AmarElo.
- D)Emicida.
Emicida é o artista descrito no enunciado e lançou em 2019 o projeto AmarElo, exatamente como a questão afirma.
- E)Baco Exu do Blues.
Baco Exu do Blues é um rapper de destaque da nova geração, mas não é quem lançou AmarElo em 2019.
Gabarito: D
A questão mistura música, cultura e atualidades de 2019. O enunciado traz uma citação bem característica de um artista que trabalha muito com identidade, ancestralidade e superação, e isso aponta para Emicida, nome artístico de Leandro Roque de Oliveira. Em 2019 ele lançou AmarElo, projeto que ele próprio chamou de “experimento social”, com a ideia de provocar autoestima, reflexão coletiva e diálogo sobre problemas sociais. Esse tipo de abordagem combinou música, discurso e estética para falar de pertencimento e resistência. Emicida já era uma grande referência do hip hop brasileiro, mas com AmarElo ampliou ainda mais sua projeção, inclusive com forte repercussão cultural fora do rap. O nome do projeto, aliás, conversa com a valorização da vida, da memória e da ideia de que ninguém precisa enfrentar tudo sozinho. Por isso o gabarito é a letra D. O trecho citado e a descrição do projeto batem com a trajetória de Emicida, especialmente com o álbum AmarElo, lançado em 2019. Em questões de atualidades, a FGV gosta de cobrar não só o fato em si, mas o contexto simbólico do evento ou da obra. Na prática, a banca espera que você reconheça o artista pelo conjunto da obra e pela forma como ele se apresenta publicamente. Aqui, a palavra-chave é AmarElo, que virou uma marca cultural daquele ano e ficou associada diretamente ao Emicida.