O chamado movimento antivacina foi incluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), este ano, entre as dez maiores ameaças à saúde global; ele passou a figurar numa lista ao lado de riscos como o ebola, o HIV, a dengue e a influenza. Segundo a OMS, os movimentos antivacina são tão perigosos quanto os vírus das doenças que aparecem nesta lista, porque ameaçam reverter o progresso alcançado no combate a doenças evitáveis por vacinação. Os pesquisadores têm alertado para o fato de que ao movimento antivacina pode ser imputado, em grande medida, o recente ressurgimento de doenças tais como
- A)sarampo e poliomielite.
Correta, porque sarampo e poliomielite são doenças evitáveis por vacinação e associadas ao ressurgimento com a queda da cobertura vacinal.
- B)aids e esquistossomose.
Errada, porque aids e esquistossomose não são o foco clássico do ressurgimento ligado ao movimento antivacina.
- C)raiva e dengue.
Errada, porque raiva e dengue não são o par historicamente associado ao retorno por recusa vacinal.
- D)leishmaniose e doença de Chagas.
Errada, porque leishmaniose e doença de Chagas não são prevenidas por vacinas em campanha de rotina.
- E)chikungunya e hanseníase.
Errada, porque chikungunya e hanseníase não são o exemplo cobrado de doenças que retornam por baixa adesão à vacinação.
Gabarito: A
O movimento antivacina ganhou destaque mundial porque não é só uma opinião isolada: ele pode reduzir a cobertura vacinal e abrir espaço para o retorno de doenças que já estavam controladas. Vacina funciona como proteção coletiva, então quando muita gente deixa de se vacinar, o vírus encontra caminho livre para circular de novo. É por isso que a OMS trata esse fenômeno como ameaça global à saúde pública. Na prática, a queda da vacinação pode fazer doenças evitáveis reaparecerem. Foi exatamente o que ocorreu com o sarampo em vários países, inclusive no Brasil, quando a baixa imunização favoreceu novos surtos. A poliomielite também preocupa, porque o mundo só está perto da erradicação graças a campanhas massivas de vacinação, mas a redução da cobertura reacende o risco de volta da doença. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Sarampo e poliomielite são doenças preveníveis por vacina e que voltaram a preocupar em cenários de hesitação vacinal e queda de cobertura. A lógica da questão é essa: sem vacinação em massa, doenças controladas podem reaparecer com força, como quem abre a porta e depois se surpreende com a visita indesejada.