"O movimento ganhou força em 2017 quando a atriz Alyssa Milano publicou, em seu twitter, um pedido para que todas as pessoas que já sofreram assédio sexual usassem a hashtag do movimento e o denunciassem.” (Adap. de veja.abril.com.br/videos/veja-explica) “O movimento mudou a percepção das pessoas sobre que tipos de comportamento são aceitáveis no ambiente de trabalho [...]. Estamos vendo uma profunda mudança na forma com que as pessoas enxergam a questão de má conduta (especialmente assédio sexual) no ambiente de trabalho. A consciência e a vigilância das pessoas em torno do que é aceitável está aumentando significantemente. As pessoas estão cada vez mais dispostas a se manifestar quando enfrentam (ou testemunham) problemas de comportamento. Isso, combinado com o fato de que o número de meios digitais pelos quais é possível fazer isso está crescendo rápido, significa que as empresas e pessoas envolvidas em casos desse tipo vão encarar dificuldades para escaparem dos danos à reputação.” (Adap. safe.space/conteudo/) Os textos fazem referência ao movimento
- A)#MeToo.
Certa: #MeToo é o movimento global de denúncia de assédio e violência sexual, impulsionado pela hashtag usada em 2017.
- B)#BlackLivesMatter.
Errada: #BlackLivesMatter trata de racismo e violência contra a população negra, não de assédio sexual.
- C)#NotHim.
Errada: essa hashtag não corresponde ao movimento descrito e não é a referência histórica ligada ao caso.
- D)#NoIsNo.
Errada: apesar de discutir consentimento e violência sexual em linguagem parecida, não é o nome do movimento citado no enunciado.
- E)#Feminism.
Errada: feminismo é um movimento amplo, mas a questão pede um movimento específico e identificado pela hashtag #MeToo.
Gabarito: A
A questão trata de um movimento social que ganhou enorme visibilidade nas redes sociais a partir de denúncias de assédio e abuso sexual, especialmente no ambiente de trabalho e no meio artístico. A ideia central foi dar voz às vítimas e mostrar que comportamentos antes naturalizados não são “brincadeira”, mas violação e violência. O caso ficou mundialmente conhecido depois que a atriz Alyssa Milano incentivou, em 2017, a divulgação da hashtag para que mulheres e outras vítimas relatassem experiências de assédio. Esse movimento é o #MeToo, expressão em inglês que significa “eu também”. Ele começou antes de 2017, mas se tornou global naquele ano, impulsionado pela repercussão de denúncias contra figuras de alto perfil e pela força das redes sociais. O ponto importante aqui é que o movimento mudou a percepção pública sobre o que é aceitável no trabalho e em outros espaços, aumentando a cobrança por responsabilidade e reputação. Na prática, a mobilização ajudou a transformar um assunto que muitas vezes era tratado com silêncio em debate público. Isso tem relação com direitos fundamentais, dignidade da pessoa humana e combate à discriminação e à violência de gênero, ainda que a questão em si seja de atualidades e não exija um artigo de lei específico. Em resumo: se a banca fala de denúncia coletiva de assédio sexual e hashtag viral, pense imediatamente em #MeToo. Por isso, o gabarito é a alternativa A. As demais opções misturam outros movimentos sociais ou expressões genéricas, mas não correspondem ao contexto de denúncias de assédio sexual que ganhou força em 2017.