A economia brasileira tem sofrido, nos últimos anos, as consequências de anos seguidos de baixo crescimento econômico. Taxa de juros (medida pela taxa Selic) e inflação (medida pelo IPCA) andam, respectivamente, em torno de
- A)20% e 2%.
Errada, porque 20% para a Selic e 2% para a inflação não correspondem ao cenário econômico brasileiro de 2022.
- B)14% e 9%.
Certa, pois indica juros altos e inflação ainda elevada, compatíveis com o quadro econômico cobrado pela banca.
- C)30% e 20%.
Errada, porque 30% e 20% estão muito acima dos patamares reais de Selic e IPCA.
- D)40% e 20%.
Errada, porque 40% e 20% são números completamente fora da realidade da economia brasileira no período.
- E)2% e 5%.
Errada, porque 2% de juros e 5% de inflação não refletem a Selic elevada e a inflação pressionada de 2022.
Gabarito: B
A ideia da questão é reconhecer dois indicadores bem cobrados em atualidades econômicas: a taxa Selic, que é a taxa básica de juros definida pelo Banco Central, e o IPCA, que mede a inflação oficial do país. Em 2022, o Brasil viveu um cenário de juros altos para tentar conter a inflação, então a Selic ficou em patamar próximo de 14% ao ano, enquanto o IPCA girou em torno de 9% no acumulado do período. Na prática, isso significa que o Banco Central apertou a política monetária para tentar segurar a alta de preços. É aquele clássico cenário em que juros sobem para esfriar a economia e dar uma segurada no custo de vida. Em concurso, a banca gosta de cobrar esses números aproximados, não precisa decorar centésimos, mas precisa saber a ordem de grandeza. Por isso, o gabarito é a alternativa B: Selic em torno de 14% e inflação em torno de 9%. Em 2022, a Selic chegou a 13,75% ao ano, e o IPCA fechou o ano em 5,79%, mas dentro da lógica da questão e do momento econômico retratado, a banca trabalha com a referência de juros em torno de 14% e inflação próxima de 9% ao longo do período mencionado. O ponto central é que a questão mistura números de conjuntura econômica com leitura de cenário. Se você souber que 2022 foi ano de juros altos e inflação ainda pressionada, já elimina as alternativas absurdas sem sofrimento.