Depois de 12 anos de mandatos consecutivos de Benjamin Netanyahu, em junho de 2021 o Parlamento israelense deu seu voto de confiança para um novo governo, tendo Naftali Bennett como primeiro-ministro. A nomeação do novo governo
- A)põe fim à liderança do Likud, partido de centro.
Errada, porque o Likud não é partido de centro e a saída de Netanyahu não extinguiu sua liderança partidária nem eliminou o peso político do partido.
- B)significa a vitória de uma coalizão partidária de amplo espectro político.
Certa, porque o novo governo surgiu de uma coalizão ampla, reunindo partidos de diferentes orientações para obter maioria parlamentar.
- C)promove negociações para um acordo de cooperação nuclear entre Irã e Israel.
Errada, porque não houve acordo nuclear entre Irã e Israel; a política nuclear envolve tensões e negociação internacional, não cooperação bilateral desse tipo.
- D)fortalece as posições da ONU a favor de assentamentos judaicos em áreas palestinas.
Errada, porque a ONU não passou a apoiar assentamentos judaicos em áreas palestinas; a posição majoritária da organização é crítica a esses assentamentos.
- E)confirma a orientação secular do novo governo e a imposição de uma política de separação entre religião e estado.
Errada, porque o governo Bennett não representou ruptura secular com separação entre religião e Estado; além disso, o arranjo político foi pragmático e de coalizão.
Gabarito: B
A questão trata da mudança de governo em Israel em 2021, quando Benjamin Netanyahu deixou o cargo após uma longa sequência de mandatos. O ponto central aqui não é uma guinada ideológica simples, mas a formação de uma coalizão bem heterogênea, reunindo partidos de direita, centro, esquerda e até uma legenda árabe. Em política israelense, isso foi bastante marcante porque uniu grupos que normalmente não sentariam juntos sem uma crise política grande no meio do caminho. Naftali Bennett assumiu como primeiro-ministro em um arranjo de alternância, com apoio de partidos de perfis muito diferentes. Por isso, o novo governo foi visto como resultado de uma coalizão de amplo espectro político, e não como vitória de um único partido ou de uma linha ideológica pura. O cargo de Netanyahu terminou, mas isso não significou automaticamente o fim do Likud como força política relevante. A alternativa B está correta porque resume exatamente esse cenário: um governo sustentado por alianças amplas e improváveis, construídas para formar maioria no Parlamento. Em prova, quando aparecer Israel, fique atento a dois temas que a FGV adora misturar: crise de governabilidade e coalizões multipartidárias. Não precisa decorar cada partido, mas precisa perceber a lógica política do acordo. Também é bom lembrar que Israel tem sistema parlamentarista, então o primeiro-ministro depende da confiança da Knesset, o Parlamento. Sem maioria, o governo cai ou precisa ser substituído. Foi esse jogo de maioria, e não uma eleição presidencial, que permitiu a troca de comando em 2021.