Ruth Bader Ginsburg continua escrevendo a história dos Estados Unidos. A juíza tornou-se a primeira mulher com cargo público a ser velada na sede do Congresso em setembro de 2020, ou seja, a receber uma homenagem de Estado após seu falecimento. Também é a primeira pessoa judia a receber essa honraria, reservada principalmente a presidentes e heróis de guerra. A câmara-ardente no Statuary Hall, no Capitólio, realizou três dias de homenagens da capital americana à magistrada. Adaptado de https://brasil.elpais.com/internacional/2020-09-25 O impacto do desaparecimento de Ruth Bader Ginsburg, em setembro de 2020, deve-se ao fato de a magistrada ter sido:
- A)considerada um ícone progressista na Suprema Corte dos Estados Unidos, atuante em questões como igualdade de gênero e casamento igualitário;
Correta: resume a atuação de Ruth Bader Ginsburg como referência progressista na Suprema Corte, sobretudo em igualdade de gênero e direitos civis.
- B)nomeada pelo presidente democrata Barack Obama para constituir uma maioria liberal moderada entre os quinze juízes da Suprema Corte norte-americana;
Errada: Ginsburg foi indicada por Bill Clinton, não por Barack Obama, e a Suprema Corte tem nove juízes, não quinze.
- C)uma aliada para respaldar legalmente a rígida política imigratória norte-americana, limitando as circunstâncias favoráveis a pedidos de asilo de estrangeiros;
Errada: ela ficou conhecida por posições progressistas em direitos civis, não por sustentar política migratória restritiva.
- D)a primeira mulher a ser indicada pela Casa Branca e a ser confirmada pela Câmara dos Representantes para exercer o cargo de juiz da Suprema Corte;
Errada: a primeira mulher indicada à Suprema Corte foi Sandra Day O'Connor, e a confirmação é feita pelo Senado, não pela Câmara dos Representantes.
- E)uma figura pioneira na luta pelos direitos das mulheres, tendo determinado a legalização do aborto nos Estados Unidos, desde que em casos de incesto ou estupro.
Errada: Ginsburg foi defensora de direitos das mulheres, mas não foi ela quem legalizou o aborto nos EUA; a base jurídica vem de precedentes como Roe v. Wade.
Gabarito: A
Ruth Bader Ginsburg, conhecida como RBG, foi uma das figuras mais marcantes da Suprema Corte dos Estados Unidos. Antes de chegar à Corte, ela já havia construído uma trajetória forte na defesa da igualdade de gênero, inclusive em casos que abriram caminho para a ampliação dos direitos das mulheres. Por isso, sua morte em 2020 teve enorme impacto político e simbólico: ela era vista como um verdadeiro ícone progressista, com decisões e votos sempre associados à proteção de direitos civis e liberdades individuais. A Suprema Corte americana é um tribunal muito relevante, porque suas decisões influenciam temas centrais da vida social e política. No caso de Ginsburg, seu legado ficou ligado especialmente a debates sobre igualdade entre homens e mulheres, discriminação, direitos reprodutivos e reconhecimento de uniões homoafetivas. Não à toa, sua figura ultrapassou o mundo jurídico e virou referência cultural e política. O gabarito é a letra A porque ela resume exatamente essa imagem pública e institucional: Ginsburg foi considerada um ícone progressista na Suprema Corte, atuando em pautas como igualdade de gênero e casamento igualitário. O enunciado destaca sua homenagem histórica e isso ajuda a lembrar que o impacto de sua morte também foi político, pois sua cadeira na Corte era muito disputada no contexto da polarização americana. As demais alternativas tentam confundir com fatos soltos sobre a Suprema Corte, mas trocam protagonistas, funções e até decisões. Em prova, vale lembrar: Ginsburg não foi uma nomeação de Obama, não defendeu política migratória restritiva e tampouco ficou conhecida por "determinar" a legalização do aborto. Ela foi, isso sim, uma magistrada símbolo da expansão de direitos.