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Atualidades · FGV · 2021

Questão comentada de Atualidades

Ruth Bader Ginsburg continua escrevendo a história dos Estados Unidos. A juíza tornou-se a primeira mulher com cargo público a ser velada na sede do Congresso em setembro de 2020, ou seja, a receber uma homenagem de Estado após seu falecimento. Também é a primeira pessoa judia a receber essa honraria, reservada principalmente a presidentes e heróis de guerra. A câmara-ardente no Statuary Hall, no Capitólio, realizou três dias de homenagens da capital americana à magistrada. Adaptado de https://brasil.elpais.com/internacional/2020-09-25 O impacto do desaparecimento de Ruth Bader Ginsburg, em setembro de 2020, deve-se ao fato de a magistrada ter sido:

Gabarito: A

Ruth Bader Ginsburg, conhecida como RBG, foi uma das figuras mais marcantes da Suprema Corte dos Estados Unidos. Antes de chegar à Corte, ela já havia construído uma trajetória forte na defesa da igualdade de gênero, inclusive em casos que abriram caminho para a ampliação dos direitos das mulheres. Por isso, sua morte em 2020 teve enorme impacto político e simbólico: ela era vista como um verdadeiro ícone progressista, com decisões e votos sempre associados à proteção de direitos civis e liberdades individuais. A Suprema Corte americana é um tribunal muito relevante, porque suas decisões influenciam temas centrais da vida social e política. No caso de Ginsburg, seu legado ficou ligado especialmente a debates sobre igualdade entre homens e mulheres, discriminação, direitos reprodutivos e reconhecimento de uniões homoafetivas. Não à toa, sua figura ultrapassou o mundo jurídico e virou referência cultural e política. O gabarito é a letra A porque ela resume exatamente essa imagem pública e institucional: Ginsburg foi considerada um ícone progressista na Suprema Corte, atuando em pautas como igualdade de gênero e casamento igualitário. O enunciado destaca sua homenagem histórica e isso ajuda a lembrar que o impacto de sua morte também foi político, pois sua cadeira na Corte era muito disputada no contexto da polarização americana. As demais alternativas tentam confundir com fatos soltos sobre a Suprema Corte, mas trocam protagonistas, funções e até decisões. Em prova, vale lembrar: Ginsburg não foi uma nomeação de Obama, não defendeu política migratória restritiva e tampouco ficou conhecida por "determinar" a legalização do aborto. Ela foi, isso sim, uma magistrada símbolo da expansão de direitos.

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