‘Volta’ de Elis Regina em vídeo gera espanto e debate; entenda onda de uso de IA com cantores mortos Comercial em que cantora aparece em dueto com Maria Rita gerou críticas e elogios nas redes sociais; ‘Estadão’ já adiantou discussão com criadores e especialistas sobre recriação de voz e imagem de artistas que já morreram. A Inteligência Artificial – IA mostra, a cada dia, que é possível fazer mais do que se imaginava. Um comercial que trouxe a cantora Elis Regina fazendo um dueto ao lado da filha, Maria Rita, tomou conta das redes sociais. Enquanto a publicidade emocionou alguns, outros passaram a discutir o limite da utilização da voz e da imagem de artistas que já morreram. (Disponível em: https://www.terra.com.br/diversao/musica/volta-de-elis-regina-em-video-gera-espanto-e-debate-entenda-onda-de-uso-de-ia-comcantores-mortos.) Sem considerar as questões legais e éticas, assinale, a seguir, tecnologia utilizada na recriação da imagem e da voz da cantora em questão.
- A)Deepfake, concepção de uma junção de técnicas que sintetiza imagens e sons por meio de IA.
Correta: deepfake é a tecnologia de IA usada para sintetizar ou alterar imagem e आवाज/voz de forma realista.
- B)Chatbot, juntamente com o Blip, cria o humano e o automatizado em suas principais características.
Errada: chatbot é ferramenta de conversa automatizada e não recriação de imagem e voz de uma pessoa.
- C)Machine Learning, ou seja, uma subcategoria da IA que permite mais precisão nas aplicações de software.
Errada: machine learning é uma base da IA, mas é um conceito amplo e não nomeia especificamente esse tipo de recriação.
- D)Photoshop, que já existia; contudo, foi incrementado com as novas tecnologias da IA e outros mecanismos.
Errada: Photoshop é edição de imagem e não explica a síntese realista de rosto e voz por IA.
Gabarito: A
A questão trata do uso de IA para recriar rosto e voz de pessoas, especialmente em vídeos que fazem parecer que alguém disse ou fez algo que nunca aconteceu naquele momento. Esse tipo de recurso ganhou muita visibilidade com anúncios, filmes e conteúdos virais, porque mistura edição de imagem, síntese de voz e modelos treinados com grandes volumes de dados. É o famoso efeito de "parece real demais para ser verdade". No caso da Elis Regina, o comercial utilizou uma técnica de IA capaz de gerar ou manipular imagens e sons de forma extremamente convincente. Isso se encaixa no que chamamos de deepfake, isto é, uma junção de métodos de inteligência artificial que cria ou altera faces, movimentos e vozes para simular uma pessoa real. Em linguagem simples: a IA "vestiu" a artista com uma nova aparência digital e uma nova voz reproduzida artificialmente. As outras alternativas tentam confundir com termos genéricos de tecnologia. Chatbot serve para conversa automatizada, machine learning é um ramo da IA usado em várias aplicações, mas não define sozinho a recriação visual e vocal descrita no enunciado. Já Photoshop é edição de imagens, porém não explica o nível de síntese e realismo citado. Por isso, o gabarito correto é a alternativa A. Como não há aqui discussão jurídica, vale só a observação de atualidades: esse tema está ligado ao avanço acelerado da IA generativa, que permite criar conteúdos cada vez mais realistas e, por isso mesmo, mais polêmicos.