Empresas se unem para impulsionar o mercado voluntário de carbono Empresas e instituições de diversos setores no Brasil — Amaggi, Auren, B3, Bayer, BNDES, CBA, Dow, Natura, Rabobank, Raízen, Vale, Votorantim e Votorantim Cimentos — se uniram com o objetivo de estruturar ações-chave para desenvolver o mercado voluntário de carbono no Brasil e contribuir com o mercado global de créditos de carbono de alta integridade. A descarbonização da economia até 2050 é uma prioridade para diversos países, que representam mais de 90% do PIB global, e para mais de 2.500 empresas globais, e esses números continuam a crescer. (Empresas se unem para impulsionar o mercado voluntário de carbono | Exame.) Segundo estudos, o Brasil tem potencial de gerar até 15% da oferta mundial de créditos voluntários de carbono por meio de soluções naturais, dentre as quais podemos apontar:
- A)Penalização em lei por qualquer emissão de gases de efeito estufa.
Errada, porque penalizar emissões é lógica regulatória de controle ambiental, não uma solução natural de geração de créditos voluntários de carbono.
- B)Reflorestamento e sistemas agroflorestais em áreas degradadas.
Certa, pois reflorestamento e sistemas agroflorestais em áreas degradadas removem CO2 da atmosfera e podem gerar créditos de carbono.
- C)Privatização de grandes culturas como: soja, milho e cana-de-açúcar.
Errada, porque privatização de culturas agrícolas não tem relação direta com a criação de créditos voluntários de carbono.
- D)Produção do hidrogênio verde e eliminação urgente e completa do biometano.
Errada, porque hidrogênio verde é outra frente de descarbonização e a eliminação total do biometano não faz sentido no contexto de soluções naturais para créditos de carbono.
Gabarito: B
A questão trata do mercado voluntário de carbono, que é um ambiente em que empresas compram créditos para compensar emissões e, assim, apoiar projetos que removem ou evitam gases de efeito estufa. No Brasil, esse tema ganhou força porque o país tem vantagem natural importante: grande disponibilidade de terra, biodiversidade e capacidade de recuperar áreas degradadas com soluções baseadas na natureza. É exatamente aí que entra o gabarito. Projetos de reflorestamento e sistemas agroflorestais capturam CO2 da atmosfera e ainda geram benefícios adicionais, como recuperação do solo, proteção da água e valorização econômica da área. Em concursos, isso costuma aparecer como exemplo clássico de solução natural para geração de créditos de carbono. Vale lembrar que esse tipo de iniciativa conversa com a lógica da descarbonização e da agenda ESG, muito cobrada em atualidades. No plano jurídico e regulatório, o Brasil também vem discutindo a estruturação do mercado de carbono, mas, nesta questão, o foco é no potencial de oferta de créditos voluntários por meio de soluções naturais. Resumo de prova: quando o enunciado falar em potencial brasileiro para créditos de carbono por meio de soluções naturais, pense em floresta, recuperação ambiental e agrofloresta. Se a alternativa vier com ideia de emissão, privatização de culturas ou eliminação de combustíveis de forma sem sentido, pode desconfiar com carinho.