Na economia contemporânea, tende a ganhar espaço um novo tipo de visão e de conceito que se afasta dos padrões desenvolvidos a partir da Revolução Industrial, ao fim do século XVIII. Desse modo, adquirem crescente importância conceitos como o de sustentabilidade econômica, que pode ser corretamente entendido como
- A)o retorno a uma economia pré-industrial, para eliminar toda forma de poluição ambiental.
Errada, porque sustentabilidade econômica não significa voltar a uma economia pré-industrial, e sim produzir com uso responsável dos recursos.
- B)a promoção do progresso a qualquer custo, como forma de eliminar a pobreza e as desigualdades sociais.
Errada, pois progresso a qualquer custo contraria justamente a ideia de sustentabilidade, que exige limites ambientais e sociais.
- C)a produção necessária para assegurar a vida no presente e no futuro, respeitando-se os limites da natureza.
Certa, porque expressa a produção necessária para o presente e o futuro, respeitando os limites da natureza.
- D)o incentivo ao uso de todo tipo de fonte de energia, por ser indispensável ao pleno desenvolvimento.
Errada, porque não defende o uso de toda e qualquer fonte de energia, já que isso pode ser incompatível com a preservação ambiental.
- E)a defesa da utilização de fontes de energia fósseis, como o petróleo, por seu baixo risco ambiental.
Errada, porque sustentar a economia com fontes fósseis por suposto baixo risco ambiental ignora os impactos ambientais e climáticos desses combustíveis.
Gabarito: C
A expressão sustentabilidade econômica, hoje, anda de mãos dadas com a ideia de produzir sem destruir a base que sustenta a própria produção. Em outras palavras, não basta crescer no curto prazo se isso esgota recursos naturais, agrava crises ambientais ou compromete o bem-estar das próximas gerações. É a velha conta do “ganhar agora e quebrar depois”, que o mundo contemporâneo tenta evitar. Na prática, esse conceito conversa com a noção de desenvolvimento sustentável, consagrada no Relatório Brundtland e depois reforçada em documentos internacionais, como a Agenda 2030 da ONU. A lógica é equilibrar atividade econômica, proteção ambiental e responsabilidade social, para que a economia siga funcionando hoje e amanhã. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traduz exatamente a ideia de produzir o necessário para assegurar a vida no presente e no futuro, respeitando os limites da natureza. A economia não desaparece, não volta ao passado e não libera geral para explorar tudo: ela se adapta aos limites ambientais. Em prova, sempre desconfie de alternativas radicais, como “crescimento a qualquer custo”, “uso de qualquer fonte” ou “retorno ao pré-industrial”. A banca costuma cobrar esse equilíbrio entre progresso e preservação, porque sustentabilidade não é anti-economia; é economia com freio, volante e mapa.