No mundo atual, a chamada “governança mundial” tende a ser tema de grande relevância e suscita estudos e debates de grande importância. Em relação a esse tema, assinale a opção correta.
- A)A Organização das Nações Unidas (ONU), surgida no imediato pós-Segunda Guerra, não tem sido questionada em seus pressupostos e em seu modo de agir.
Errada, porque a ONU é constantemente questionada quanto à sua eficácia, representatividade e capacidade de agir diante de crises internacionais.
- B)A atual composição do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) atende aos interesses de todos os Estados-membros da ONU, por isso sua estrutura não tem sido alvo de debate.
Errada, porque a composição atual do Conselho de Segurança é justamente um dos temas mais debatidos na ONU, por não refletir adequadamente a distribuição de poder no mundo atual.
- C)Países considerados emergentes, como o Brasil, estão a pleitear maior espaço nos fóruns decisórios mundiais, como na Organização das Nações Unidas (ONU).
Certa, porque países emergentes, como o Brasil, defendem maior participação nos centros de निर्णय internacional e mais espaço nos fóruns decisórios globais.
- D)A extinção da Organização Mundial do Comércio (OMC), ocorrida por pressão da Comunidade Europeia, deixou um vácuo na regulamentação do sistema de trocas internacional.
Errada, porque a OMC não foi extinta e continua sendo a principal organização multilateral do comércio internacional.
- E)Provavelmente por influência dos EUA, os Estados americanos ainda não conseguiram criar um organismo multilateral que os congregue.
Errada, porque os Estados americanos possuem sim um organismo multilateral regional, a Organização dos Estados Americanos (OEA).
Gabarito: C
Quando se fala em “governança mundial”, a ideia é simples: como os países tentam organizar regras, cooperação e tomada de decisão em temas que passam fronteiras, como comércio, segurança, meio ambiente e direitos humanos. O problema é que o mapa do pós-Segunda Guerra ficou antigo, enquanto o mundo mudou bastante. Por isso, muita gente cobra reformas nas instituições internacionais, especialmente na ONU, que nasceu em 1945 para evitar novas guerras, mas hoje enfrenta críticas sobre representatividade e eficiência. A ONU continua sendo o grande palco da diplomacia global, mas não escapa de questionamentos. Um dos mais famosos é o Conselho de Segurança, cuja composição permanente reflete o equilíbrio de poder do fim da guerra e não a realidade política atual. Em outras palavras: há países que têm muito peso hoje, mas continuam sem assento permanente, o que alimenta debates sobre legitimidade e reforma. É aí que entra o gabarito C. Países emergentes, como o Brasil, buscam mais espaço nos fóruns decisórios mundiais, justamente porque querem participar mais da definição das regras do jogo. O Brasil, por exemplo, costuma defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU e maior presença de países em desenvolvimento nas decisões internacionais. Então, a questão explora uma tendência real do cenário internacional: a disputa por mais voz e influência na governança global. Não é só sobre “entrar na foto”, mas sobre participar da escolha das regras. E isso vem sendo discutido há décadas em organismos multilaterais, especialmente na ONU e em negociações sobre comércio e segurança.