Um órgão público encomendou o projeto luminotécnico relativo à iluminação artificial de um edifício destinado ao seu uso próprio. Em função das atividades a serem desenvolvidas, considera-se importante que (i) a percepção das cores sob iluminação artificial resulte o mais próximo possível à que ocorre sob luz natural. Ao mesmo tempo, espera-se que (ii) o consumo de energia do sistema de iluminação seja o menor possível, para o nível de desempenho considerado adequado. Para avaliar o atendimento a essas demandas (i) e (ii), respectivamente, as alternativas de projeto deverão ser avaliadas por meio dos indicadores
- A)(i) Índice de Reprodução de Cor (IRC), medido em uma escala de 1 a 100, e (ii) Eficiência Luminosa, ou eficiência energética (ηw), medida em lumens por Watt, avaliada em conjunto com a Temperatura de Cor.
Errada, porque a temperatura de cor não substitui o critério de fidelidade cromática nem completa a avaliação de eficiência energética como colocado na alternativa.
- B)(i) Índice de Reprodução de Cor (IRC), medido em uma escala de 1 a 100, avaliado em conjunto com a Temperatura de Cor, e (ii) Eficiência Luminosa (ηw), medida em lumens por Watt.
Certa, pois o IRC avalia a reprodução de cores e a eficiência luminosa em lm/W avalia o rendimento energético do sistema.
- C)(i) Índice de Reprodução de Cor (IRC), medido em uma escala de 1 a 100, e (ii) Temperatura de Cor.
Errada, porque a temperatura de cor não mede a fidelidade das cores sob iluminação artificial nem responde pelo consumo de energia.
- D)(i) Eficiência Luminosa (ηw), medida em lumens por Watt, e (ii) Índice de Reprodução de Cor (IRC), medido em uma escala de 1 a 100, avaliado em conjunto com a Temperatura de Cor.
Errada, pois inverte os indicadores: eficiência luminosa não serve para a percepção de cores e o IRC não é o parâmetro de menor consumo.
- E)(i) Eficiência Luminosa (ηw), medida em lumens por Watt, avaliado em conjunto com a Temperatura de Cor, e (ii) Índice de Reprodução de Cor (IRC), medido em uma escala de 1 a 100.
Errada, porque troca os critérios entre qualidade de cor e economia de energia e ainda atribui à temperatura de cor um papel que ela não tem nessa avaliação.
Gabarito: B
Quando o assunto é iluminação artificial, a questão costuma separar duas preocupações bem diferentes: qualidade da luz e economia de energia. Para a percepção das cores ficar o mais parecida possível com a luz natural, o indicador clássico é o Índice de Reprodução de Cor (IRC), que vai de 0 a 100 e mostra o quanto a fonte de luz revela bem as cores dos objetos. Quanto mais alto, melhor a fidelidade cromática. Já para saber se o sistema ilumina com pouco gasto de energia, o parâmetro é a eficiência luminosa, também chamada de eficácia luminosa ou eficiência energética da fonte, medida em lúmens por watt (lm/W). Em termos simples: quantos lúmens você consegue produzir para cada watt consumido. Quanto maior esse número, menor tende a ser o consumo para entregar o mesmo nível de iluminação. É por isso que o gabarito é a alternativa B. Ela associa corretamente a demanda (i) ao IRC e a demanda (ii) à eficiência luminosa. As outras alternativas misturam os conceitos ou colocam a temperatura de cor no lugar errado. Temperatura de cor ajuda a descrever a aparência da luz, mais quente ou mais fria, mas não mede fidelidade de cor nem economia de energia por si só. Na prática, o projetista luminotécnico olha o pacote completo: IRC para qualidade cromática, eficiência luminosa para consumo e, quando necessário, temperatura de cor para ajustar a atmosfera do ambiente. Ou seja: uma coisa é a luz parecer boa; outra é ela gastar pouco. O ideal é ter as duas, sem confundir as caixinhas.