Ao efetuar o pré-dimensionamento empírico das vigas biapoiadas com balanço do sistema estrutural de seu projeto, o arquiteto observou que a altura da viga pode ser verificada tanto pelo valor do vão como pelo do maior balanço. A dimensão a ser adotada como altura da viga é
- A)o menor dos dois valores.
Errada, porque o menor valor pode subdimensionar a viga e comprometer rigidez e segurança.
- B)a média aritmética entre os dois valores.
Errada, porque média aritmética não é critério de pré-dimensionamento estrutural para esse caso.
- C)o somatório dos dois valores.
Errada, porque somar os valores distorce completamente a estimativa da altura da viga.
- D)a diferença entre os dois valores.
Errada, porque a diferença entre os valores não representa regra técnica de dimensionamento.
- E)o maior dos dois valores.
Certa, porque a altura deve seguir o critério mais desfavorável, ou seja, o maior valor obtido na verificação.
Gabarito: E
No pré-dimensionamento empírico de vigas, o objetivo é chegar rapidamente a uma seção inicial que funcione como ponto de partida do projeto. Em vigas biapoiadas com balanço, a regra prática leva em conta dois parâmetros: o vão principal e o maior balanço, porque o trecho em balanço costuma controlar a deformação e exigir mais altura da peça. Ou seja, não basta olhar só para o vão maior como se o balanço fosse um detalhe decorativo da estrutura - ele também manda no jogo. A lógica do pré-dimensionamento é ser conservador sem exagerar: você adota a altura que atenda ao caso mais desfavorável entre as verificações usuais. Se o vão sugerir uma altura e o balanço sugerir outra, vale a maior exigência, pois ela tende a garantir rigidez e reduzir flechas e fissuras. Por isso, na questão, a altura da viga deve ser verificada tanto pelo vão quanto pelo maior balanço, e a dimensão adotada é a que resulta do critério mais restritivo. Em termos práticos, isso significa escolher o maior dos dois valores. É a solução mais segura para evitar uma viga "bonita no papel" e sofrida na obra. Em prova de Arquitetura e Urbanismo, especialmente em temas de sistemas estruturais, a FGV gosta desse raciocínio de regra prática: quando há mais de uma referência de dimensionamento, você não faz média nem soma, você fica com a condição mais exigente.