Sobre a fração de fluxo luminoso de uma luminária, é CORRETO afirmar que:
- A)Com a luminária com fluxo luminoso baixo, o teto será bem mais iluminado que o plano de trabalho.
Errada, porque o brilho do teto não depende de "fluxo luminoso baixo" da luminária, e sim da parcela de luz emitida para cima e refletida no ambiente.
- B)É a relação entre o fluxo (lúmens) que imerge em direção abaixo da luminária e o fluxo direcionado para a superfície refletora.
Errada, porque mistura a luz que vai para baixo com a dirigida para a superfície refletora, sem definir corretamente a relação entre fluxo ascendente e descendente.
- C)É a relação entre fluxo (lúmens) que emerge em direção acima da luminária e o fluxo dirigido para baixo do nível da luminária.
Certa, pois descreve a relação entre o fluxo que emerge para cima da luminária e o fluxo dirigido para baixo do nível da luminária.
- D)O fator de fluxo luminoso para luz descendente é considerado infinito.
Errada, porque o fator de fluxo luminoso para luz descendente não é infinito; ele é uma grandeza física finita e dependente do tipo de luminária.
- E)Para a luz ascendente, o fator de fluxo luminoso é igual a zero.
Errada, porque a luz ascendente não é zero por definição; pelo contrário, ela pode existir em maior ou menor proporção conforme a luminária.
Gabarito: C
A fração de fluxo luminoso de uma luminária descreve como a luz emitida pela fonte se distribui entre a parte de cima e a parte de baixo do equipamento. Em termos simples, é olhar para a luminária e perguntar: quanto da luz vai para o teto e quanto vai para o plano de trabalho? Esse assunto aparece muito em conforto luminico, porque a distribuição correta da luz influencia reflexo, ofuscamento e até a sensação de conforto no ambiente. Quando a luminária envia parte do fluxo para cima, essa luz atinge o teto e pode ser refletida de volta para o ambiente, ajudando na iluminação geral. Quando a luz vai para baixo, ela contribui mais diretamente para a área útil, como mesas, bancadas e circulação. Ou seja: a ideia central é comparar os fluxos luminosos em sentidos diferentes, não falar em quantidade abstrata de luz "boa" ou "ruim". O gabarito é a alternativa C porque ela define exatamente a relação entre o fluxo luminoso que emerge para cima da luminária e o fluxo dirigido para baixo do nível da luminária. É essa divisão entre luz ascendente e descendente que caracteriza a fração de fluxo luminoso. Em iluminação, essa classificação é usada para entender o comportamento fotométrico da luminária e sua eficiência no ambiente. Na prática, isso ajuda a escolher luminárias mais adequadas para cada espaço: em locais de trabalho, geralmente interessa mais luz útil sobre o plano de uso; em áreas que pedem ambiente mais suave, a parcela ascendente pode contribuir para melhorar a uniformidade. Não há aqui uma regra legal específica, mas sim um conceito técnico clássico de luminotécnica e conforto ambiental.