O caderno de especificações técnicas de um projeto arquitetônico é
- A)a peça escrita e fundamentada, relatando o resultado de exames e vistorias.
Errada, porque descreve um laudo ou relatório técnico de exames e vistorias, não um caderno de especificações.
- B)o documento que indica os materiais especificados e os locais de sua aplicação.
Certa, pois o caderno de especificações técnicas indica os materiais especificados e os locais de sua aplicação.
- C)o conjunto de dados que servem de base para a conclusão de obra ou serviço técnico.
Errada, porque fala em dados para conclusão de obra ou serviço técnico, ideia mais ligada a documentação de encerramento ou laudo, não especificação.
- D)o documento que embasa decisões técnicas, por meio cálculos, descrições e especificações.
Errada, pois cálculos, descrições e especificações remetem mais a memoriais técnicos ou justificativos, não ao caderno de especificações em si.
- E)o conjunto de documentos com conteúdo técnico necessário para a quantificação e a execução da obra.
Errada, porque mistura conjunto de documentos para quantificação e execução da obra, aproximando-se do projeto executivo e do orçamento, não do caderno de especificações.
Gabarito: B
O caderno de especificações técnicas é, basicamente, a parte do projeto que diz "o que usar e onde usar". Ele organiza os materiais, acabamentos, sistemas e as condições de aplicação, para que a obra siga um padrão claro e não vire cada profissional fazendo do seu jeito. Na prática, ele funciona como um guia de execução. Enquanto a planta mostra "onde" e "como" em desenho, o caderno detalha as características dos materiais e indica em quais ambientes ou elementos eles devem ser aplicados. É uma peça essencial para evitar dúvida na obra, retrabalho e aquela famosa frase "mas eu achei que era outro revestimento". Por isso, o gabarito é a letra B: ela descreve exatamente o documento que indica os materiais especificados e os locais de sua aplicação. Essa é a ideia central do caderno de especificações técnicas em projetos arquitetônicos. Em concursos, a banca costuma misturar esse documento com memorial descritivo, laudo, orçamento e projeto executivo. Então vale fixar: especificação técnica não é cálculo, nem vistoria, nem só quantificação - é detalhamento técnico do que será empregado e onde será aplicado.