No projeto de um acréscimo no setor administrativo de um tribunal, o arquiteto foi orientado a projetar a cobertura em laje, devido às restrições da legislação local quanto ao gabarito da edificação. Para que essa laje tenha a capacidade de garantir o escoamento das águas pluviais até os pontos de drenagem, a declividade mínima deve ser de:
- A)0,5%;
0,5% é pouco para assegurar o escoamento adequado em laje de cobertura, favorecendo empoçamento.
- B)1%;
Correta: a declividade mínima usual para laje de cobertura com drenagem pluvial é 1%, suficiente para conduzir a água aos pontos de coleta.
- C)2%;
2% é uma inclinação válida em alguns projetos, mas não é a mínima exigida como referência geral nessa questão.
- D)3%;
3% também garante escoamento, porém é maior do que o mínimo solicitado e não responde ao enunciado.
- E)5%.
5% é uma inclinação excessiva para a situação descrita e foge do parâmetro mínimo cobrado.
Gabarito: B
Quando a cobertura é em laje, ela não pode ficar "chapada" de verdade, porque água parada vira problema: infiltração, sobrecarga e manutenção constante. Por isso, o projeto precisa prever caimento suficiente para levar a água da chuva até ralos, calhas ou pontos de drenagem. Na prática de projeto e também na leitura das normas técnicas de drenagem, a laje de cobertura deve ter declividade mínima de 1% para garantir o escoamento das águas pluviais. Isso significa uma queda de 1 cm a cada metro, o bastante para a água andar sem transformar a cobertura em piscina de condomínio. Esse valor é o que a banca quer cobrar aqui: não é um telhado inclinado, mas também não pode ser praticamente horizontal. Em lajes de cobertura, a inclinação mínima precisa existir justamente para evitar empoçamentos e direcionar a água com segurança. Então, se apareceu laje de cobertura com drenagem pluvial, pense logo em 1% como referência clássica de prova. Por isso o gabarito é a alternativa B.