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Arquitetura e Urbanismo · FGV · 2025

Questão comentada de Arquitetura e Urbanismo

Em situações de emergência, como os recentes desastres naturais causados por fortes chuvas no Sudeste do Brasil, tecnologias avançadas desempenham um papel fundamental no mapeamento de áreas de risco e na tomada de decisões rápidas. No caso de deslizamentos de terra e inundações, para o monitoramento e análise das áreas afetadas com base em dados geoespaciais, assinale a opção que indica a ferramenta mais comumente usada.

Gabarito: B

Quando o assunto é desastre natural, o que a administração pública mais precisa é enxergar rapidamente o território afetado. Em áreas de deslizamento e inundação, isso significa identificar manchas de risco, extensão da área atingida, mudanças no relevo e ocupações vulneráveis. Para isso, a ferramenta mais usada é o sensoriamento remoto, especialmente com imagens de satélite, porque ele permite observar grandes áreas sem precisar estar fisicamente em cada ponto. O sensoriamento remoto capta dados da superfície terrestre por meio de satélites, aeronaves ou drones, e esses dados podem ser processados em sistemas geoespaciais, como SIGs, para gerar mapas e análises. É exatamente esse tipo de tecnologia que ajuda a comparar antes e depois do evento, localizar áreas isoladas e orientar equipes de resposta. Em emergência, tempo é tudo, e o satélite não fica preso no trânsito nem na lama. As demais opções até parecem “tecnológicas”, mas não têm a mesma capacidade de mapeamento geoespacial amplo e rápido. Pluviômetros medem chuva, sensores de temperatura e umidade medem condições pontuais, e simulações meteorológicas ajudam na previsão, não no monitoramento direto da área já afetada. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Do ponto de vista conceitual, a resposta conversa com noções básicas de geotecnologias aplicadas à gestão de risco e defesa civil, muito presentes em políticas públicas de monitoramento territorial.

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