Em situações de emergência, como os recentes desastres naturais causados por fortes chuvas no Sudeste do Brasil, tecnologias avançadas desempenham um papel fundamental no mapeamento de áreas de risco e na tomada de decisões rápidas. No caso de deslizamentos de terra e inundações, para o monitoramento e análise das áreas afetadas com base em dados geoespaciais, assinale a opção que indica a ferramenta mais comumente usada.
- A)Contagem de chuva por meio de pluviômetros.
Errada: pluviômetros medem a quantidade de chuva, mas não fazem o mapeamento geoespacial das áreas afetadas.
- B)Imagens de satélite e sensoriamento remoto.
Certa: imagens de satélite e sensoriamento remoto são as ferramentas mais usadas para monitorar e analisar áreas afetadas com base em dados geoespaciais.
- C)Sensores de temperatura no solo.
Errada: sensores de temperatura no solo medem condição térmica local, mas não são a principal solução para identificar deslizamentos e inundações em escala territorial.
- D)Sensores de umidade.
Errada: sensores de umidade podem ajudar em estudos pontuais, mas não substituem o monitoramento amplo por imagens e dados geoespaciais.
- E)Simulações de meteorologia em tempo real.
Errada: simulações meteorológicas servem para previsão e apoio à análise climática, mas não são a ferramenta mais comum para mapear a área já atingida.
Gabarito: B
Quando o assunto é desastre natural, o que a administração pública mais precisa é enxergar rapidamente o território afetado. Em áreas de deslizamento e inundação, isso significa identificar manchas de risco, extensão da área atingida, mudanças no relevo e ocupações vulneráveis. Para isso, a ferramenta mais usada é o sensoriamento remoto, especialmente com imagens de satélite, porque ele permite observar grandes áreas sem precisar estar fisicamente em cada ponto. O sensoriamento remoto capta dados da superfície terrestre por meio de satélites, aeronaves ou drones, e esses dados podem ser processados em sistemas geoespaciais, como SIGs, para gerar mapas e análises. É exatamente esse tipo de tecnologia que ajuda a comparar antes e depois do evento, localizar áreas isoladas e orientar equipes de resposta. Em emergência, tempo é tudo, e o satélite não fica preso no trânsito nem na lama. As demais opções até parecem “tecnológicas”, mas não têm a mesma capacidade de mapeamento geoespacial amplo e rápido. Pluviômetros medem chuva, sensores de temperatura e umidade medem condições pontuais, e simulações meteorológicas ajudam na previsão, não no monitoramento direto da área já afetada. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Do ponto de vista conceitual, a resposta conversa com noções básicas de geotecnologias aplicadas à gestão de risco e defesa civil, muito presentes em políticas públicas de monitoramento territorial.