A metodologia preconizada para elaboração do Zoneamento Ambiental Municipal (ZAM) se beneficia da elaboração de um caderno de mapas temáticos que embasa as diretrizes a serem adotadas pela Administração Pública. O emprego de globos virtuais, como o Google Earth®, para elaboração de mapas temáticos com esta finalidade é
- A)inviável, pois as imagens fornecidas são de baixa resolução.
Errada, porque o problema não é a resolução das imagens, já que globos virtuais podem fornecer base visual útil para mapeamentos temáticos.
- B)inviável, pois não se permite a customização dos mapas.
Errada, porque a personalização e a sobreposição de dados são justamente o que permite usar a plataforma em estudos técnicos.
- C)inviável, pois as datas das imagens são desconhecidas.
Errada, porque a incerteza da data da imagem pode ser uma limitação, mas não torna o uso inviável por si só.
- D)viável, utilizando somente a base de dados da plataforma.
Errada, porque a plataforma sozinha não basta para elaborar mapas temáticos consistentes para zoneamento ambiental.
- E)viável, integrando dados da plataforma e do usuário.
Certa, porque o uso é viável quando você integra as informações da plataforma com os dados produzidos pelo usuário.
Gabarito: E
O Zoneamento Ambiental Municipal (ZAM) depende de uma boa leitura do território, e isso normalmente começa com mapas temáticos bem montados. Hoje, globos virtuais como o Google Earth podem ser usados como apoio nesse trabalho, porque oferecem imagens, referências geográficas e recursos de visualização que ajudam na organização das informações. Mas existe um detalhe importante: a plataforma, sozinha, não resolve tudo. Para elaborar mapas temáticos de verdade, você precisa integrar os dados da plataforma com os dados produzidos pelo usuário, como levantamentos de campo, informações ambientais, camadas vetoriais e dados georreferenciados do município. Em outras palavras, o Google Earth é ferramenta de apoio, não uma solução mágica de um clique só. Por isso, a alternativa correta é a que reconhece essa integração entre base da plataforma e dados do usuário. Isso está alinhado com o uso de geotecnologias e SIG no planejamento urbano e ambiental, amplamente admitido na prática técnica e no planejamento municipal. O ponto central é combinar visualização e análise territorial com dados próprios do estudo. Então, se a questão fala em caderno de mapas temáticos para subsidiar diretrizes da Administração Pública, o uso do Google Earth é viável justamente porque ele entra como base de apoio e visualização, mas o conteúdo técnico do zoneamento vem da articulação com os dados levantados pelo autor do estudo.