Na representação gráfica das plantas de uma edificação, ainda que a altura do plano secante possa variar para cada projeto, recomenda-se que esta altura seja de
- A)0,90 m.
Errada, porque 0,90 m fica baixo demais para a leitura padrão da planta baixa.
- B)1,00 m.
Errada, porque 1,00 m ainda não é a altura recomendada pelas normas de representação arquitetônica.
- C)1,20 m.
Errada, porque 1,20 m é inferior ao valor usualmente adotado como referência técnica.
- D)1,50 m.
Certa, porque a altura recomendada do plano secante na planta baixa é, em regra, de 1,50 m.
- E)1,80 m.
Errada, porque 1,80 m já é alto demais para o corte convencional da planta.
Gabarito: D
Na planta baixa, o plano secante é aquele corte imaginário horizontal que "abre" a edificação para você enxergar a distribuição interna. A ideia é cortar a construção numa altura padronizada, para manter leitura técnica e comparação entre projetos. Essa recomendação aparece nas normas de representação gráfica, especialmente na ABNT NBR 6492, que orienta a altura do plano de corte em torno de 1,50 m do piso acabado, podendo variar conforme a necessidade do projeto. Por que isso importa? Porque se o corte for muito baixo, você perde a leitura de portas, janelas e circulação; se for muito alto, começa a mostrar coisas que atrapalham mais do que ajudam. A altura de 1,50 m costuma passar por elementos relevantes da edificação e permite representar corretamente paredes, vãos, esquadrias e outros componentes da planta. Então, quando a questão pergunta a altura recomendada do plano secante, o gabarito fica na alternativa D. Não é um número aleatório de prova: é o padrão mais cobrado em representação arquitetônica, justamente por ser o valor de referência adotado na norma técnica de desenho arquitetônico. Em concurso, isso costuma aparecer com cara de pegadinha, mas a lógica é simples: planta baixa precisa de um corte funcional, não de um "raio-x" improvisado.