O Park Hotel São Clemente em Nova Friburgo, projeto de Lucio Costa, é um exemplo de adaptação harmônica dos preceitos funcionalistas aos materiais locais empregados, substituindo elementos de concreto por toros de madeira em seu estado rústico, para compor o sistema estrutural do edifício o que, por outro lado, acaba exigindo cuidados especiais quanto à sua conservação. Em relação às peças de madeira diretamente expostas ao clima, relacione os agentes agressores não biológicos aos principais efeitos destrutivos a eles correspondentes. I. Chuva. II. Raios solares infravermelhos. III. Raios solares ultravioletas. IV. Variação térmica. ( ) descoloramento ( ) retração ( ) degradação pela ação do ácido carbônico ( ) fendilhamento da superfície Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem apresentada
- A)I, IV, II e III.
Errada, porque embaralha os agentes: a sequência não corresponde aos efeitos indicados no enunciado.
- B)I, II, III e IV.
Errada, pois associa os efeitos à ordem dos agentes sem considerar que ultravioletas, infravermelhos, chuva e variação térmica atuam de modo diferente.
- C)III, II, IV e I.
Errada, porque troca principalmente os papéis da chuva e da variação térmica, invertendo a lógica dos danos na madeira.
- D)III, II, I e IV.
Certa, pois a correspondência correta é III para descoloramento, II para retração, I para degradação pela ação do ácido carbônico e IV para fendilhamento da superfície.
- E)IV, II, I e III.
Errada, porque coloca a variação térmica no início e desorganiza toda a relação entre agentes climáticos e efeitos destrutivos.
Gabarito: D
Quando a madeira fica exposta ao tempo, ela não sofre só com cupim e fungo. O clima também atua como um pequeno vilão, cada agente com um tipo de estrago mais típico. A luz ultravioleta, por exemplo, altera a superfície e costuma causar descoloramento. Já os raios infravermelhos aquecem a peça e favorecem a perda de umidade, o que leva à retração. A chuva, além de molhar e lavar a superfície, contribui para processos de degradação química associados à presença de água e gases atmosféricos, como a formação de ácido carbônico na água da chuva. Isso ajuda a explicar a corrosão lenta da superfície e o desgaste do material. Por fim, a variação térmica faz a madeira dilatar e contrair repetidamente, o que favorece fendilhamentos na superfície. Na ordem pedida pela questão, temos: descoloramento -> raios ultravioletas (III); retração -> raios infravermelhos (II); degradação pela ação do ácido carbônico -> chuva (I); fendilhamento da superfície -> variação térmica (IV). Por isso, o gabarito é a alternativa D. Se você pensar assim, fica fácil: UV mancha a cor, infravermelho resseca, chuva agride quimicamente e a mudança de temperatura racha. A banca gosta exatamente dessa leitura bem direta dos agentes climáticos sobre a madeira.