A etapa da proposta de intervenção em um patrimônio edificado compreende um conjunto de ações para caracterizá-lo, detalhar soluções, definir usos e apontar os procedimentos para a execução, por meio de uma abordagem conceitual e técnica. Divide-se em estudo preliminar, projeto básico e projeto executivo. Assinale a opção que indica um produto específico pertinente à etapa projeto executivo.
- A)Especificações preliminares de materiais e serviços.
Errada, porque especificações preliminares de materiais e serviços ainda têm caráter inicial e não correspondem ao nível de detalhamento do projeto executivo.
- B)Viabilidade técnica.
Errada, porque viabilidade técnica é típica da etapa de estudo preliminar, quando você ainda avalia se a intervenção faz sentido.
- C)Cortes e elevações esquemáticos.
Errada, porque cortes e elevações esquemáticos pertencem ao desenvolvimento inicial do projeto, ainda longe do detalhamento executivo.
- D)Cronograma físico-financeiro.
Certa, porque o cronograma físico-financeiro é um produto próprio do projeto executivo, orientando prazos, etapas e desembolsos da obra.
- E)Estimativas de custos.
Errada, porque estimativas de custos são compatíveis com fases anteriores, servindo para análise e decisão, e não como detalhamento executivo.
Gabarito: D
Quando a proposta de intervenção em um patrimônio edificado sai do papel, ela costuma andar em três passos: estudo preliminar, projeto básico e projeto executivo. No estudo preliminar, você olha o problema, levanta condicionantes e testa caminhos. No projeto básico, a solução ganha forma mais definida, com diretrizes técnicas e dimensionamento geral. Já no projeto executivo é hora de parar de desenhar “ideia” e entregar material de obra: tudo mais detalhado, compatibilizado e pronto para executar. É justamente aí que entra o cronograma físico-financeiro. Ele organiza a sequência da execução e distribui os custos ao longo do tempo, permitindo planejar etapas, prazos e desembolsos. Em patrimônio cultural, isso é ainda mais importante porque a intervenção precisa ser muito bem programada para evitar improviso, retrabalho e riscos ao bem protegido. A lógica é bem coerente com a prática profissional e com a sistemática dos projetos de arquitetura: quanto mais avançada a etapa, mais completo e executivo é o conteúdo. No projeto executivo, não basta dizer o que fazer; é preciso indicar como, quando e com que recursos. Por isso a banca cobra um produto típico dessa fase, e o cronograma físico-financeiro encaixa perfeitamente. As demais alternativas misturam conteúdos de fases anteriores, como viabilidade, esquemas e estimativas iniciais, que ajudam a tomar decisão, mas ainda não têm o nível de detalhamento esperado do projeto executivo.