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Arquitetura e Urbanismo · FGV · 2024

Questão comentada de Arquitetura e Urbanismo

As definições de fundação em superfície e de fundação profunda se fundamentam, entre outros critérios, pela profundidade de assentamento em relação ao terreno adjacente. No caso de fundação profunda, esta profundidade deve ser superior, no mínimo, ao

Gabarito: A

A diferença entre fundação superficial e profunda não depende só do nome, mas da profundidade em que o elemento trabalha em relação ao terreno. Na prática, a fundação superficial fica assentada perto da superfície, enquanto a profunda “entra” no solo a ponto de mudar completamente seu comportamento estrutural. Esse corte conceitual é importante porque afeta projeto, execução e até o tipo de esforço que a fundação vai transferir ao terreno. Pela NBR 6122, que é a norma de referência sobre projeto e execução de fundações, a fundação profunda é aquela em que a profundidade de assentamento supera, no mínimo, o dobro de sua menor dimensão em planta. É por isso que a alternativa A está correta: a regra de ouro aqui é a relação entre profundidade e a menor dimensão do elemento. Esse critério aparece justamente para separar as fundações rasas, como sapatas, das profundas, como estacas e tubulões. A ideia é evitar confusão com peças que até podem parecer “fundas”, mas ainda não atingem o patamar técnico de fundação profunda segundo a norma. Em prova, a banca adora trocar o “dobro” por triplo, quádruplo e afins, só para testar se você leu a definição com calma. Então, guarde o macete técnico: em fundação profunda, a profundidade precisa ser superior a duas vezes a menor dimensão em planta. Se apareceu esse critério na questão, a resposta é a letra A, sem drama e sem escavação emocional.

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