Indique um recurso que o arquiteto deve usar para resolver questões acústicas no projeto de um auditório.
- A)Espelhos acústicos para reduzir a intensificação e a homogeneidade do som no ambiente.
Errada, porque espelhos acústicos são usados para refletir e direcionar o som, não para reduzir sua intensificação e homogeneidade.
- B)Superfícies convexas, para evitar o efeito do eco.
Certa, porque superfícies convexas espalham as reflexões sonoras e ajudam a evitar eco e concentrações indesejadas de som.
- C)Materiais muito porosos, para diminuir a absorção sonora.
Errada, porque materiais porosos aumentam a absorção sonora, e não a diminuem.
- D)Superfícies fechadas, para impedir o fenômeno da reverberação.
Errada, porque superfícies fechadas não impedem a reverberação; o controle da reverberação depende de absorção, difusão e forma do ambiente.
- E)Coberturas côncavas, para promover a difusão dos raios sonoros.
Errada, porque coberturas côncavas tendem a concentrar e focalizar o som, o que pode piorar o conforto acústico.
Gabarito: B
Em auditórios, o projeto acústico precisa controlar como o som se espalha, reflete e chega ao público. A ideia é evitar pontos de concentração sonora, ecos e reverberação excessiva, porque isso atrapalha a inteligibilidade da fala e a qualidade da escuta. Em linguagem simples: o som não pode ficar "batendo e voltando" sem controle. Por isso, o arquiteto costuma lançar mão de superfícies que espalham as reflexões sonoras de forma mais uniforme. As superfícies convexas ajudam exatamente nisso: elas desviam os raios sonoros para várias direções, reduzindo focos de som e a formação de ecos concentrados. Em salas como auditórios, isso melhora a distribuição sonora e dá mais conforto acústico. O erro clássico é confundir reflexão com difusão. Nem toda superfície que reflete som é ruim, mas quando a reflexão é concentrada demais, aparecem problemas como eco e reforço excessivo em certos pontos. O que se busca é controlar essa energia sonora, não simplesmente "trancar" o som ou aumentá-lo sem critério. Assim, o gabarito é a letra B, porque as superfícies convexas são um recurso arquitetônico adequado para evitar o efeito de eco e melhorar a distribuição do som. Em acústica arquitetônica, isso é coerente com o princípio de difusão sonora e com a necessidade de boa inteligibilidade em ambientes de uso coletivo.