Ao projetar a circulação em linha reta para um edifício público, em conformidade com a NBR 9050:2020, o arquiteto deverá atender à largura mínima para deslocamento de pessoas em cadeira de rodas para 3 situações distintas: 1. uma pessoa em cadeira de rodas; 2. um pedestre e uma pessoa em cadeira de rodas; e 3. duas pessoas em cadeira de rodas. As larguras mínimas que a circulação deverá ter para atender às situações 1, 2 e 3 são, respectivamente,
- A)0,90m, 1,20m, 1,50m.
Correta, porque traz exatamente as larguras mínimas de 0,90 m, 1,20 m e 1,50 m previstas na NBR 9050:2020 para essas três situações.
- B)0,90m, 1,20m, 1,80m.
Errada, porque amplia indevidamente a largura para duas pessoas em cadeira de rodas, que não é 1,80 m nessa hipótese.
- C)1,20m, 1,50m, 1,80m.
Errada, porque desloca todos os valores para cima e não corresponde à sequência normativa da circulação em linha reta.
- D)1,20m, 1,80m, 2,40m.
Errada, porque os valores estão exagerados e não são os mínimos exigidos pela norma para essas situações.
- E)1,50m, 1,80m, 2,40m.
Errada, porque 1,50 m e 1,80 m não correspondem aos valores normativos para as situações descritas, especialmente para uma pessoa em cadeira de rodas e para um pedestre com cadeira de rodas.
Gabarito: A
A NBR 9050:2020 trata da acessibilidade como regra de projeto, e não como adaptação improvisada no fim da obra. Quando a circulação é em linha reta, a norma fixa larguras mínimas para garantir passagem segura e sem aperto desnecessário, considerando o espaço ocupado por cadeira de rodas e pelo deslocamento de outras pessoas ao lado. Para a passagem de uma pessoa em cadeira de rodas, a largura mínima é de 0,90 m. Se houver um pedestre e uma pessoa em cadeira de rodas circulando juntos, a largura mínima sobe para 1,20 m. E, para duas pessoas em cadeira de rodas, a exigência vai para 1,50 m. É uma progressão lógica: mais usuários, mais espaço para circulação com autonomia e segurança. Por isso, o gabarito é a alternativa A, porque ela reproduz exatamente os valores previstos na NBR 9050:2020 para circulação em linha reta. Em prova, a banca gosta de cobrar esses números como se fosse receita de bolo: errou um centímetro, já era. Na prática, esse tipo de regra traduz o Desenho Universal, que busca permitir uso com o máximo de independência e o mínimo de barreiras. Então, além de decorar os números, vale entender a lógica: acessibilidade não é favor, é parâmetro de projeto.