A valorização de projetos com soluções baseadas na natureza já contava com experimentações anteriores à década de 1980. Nesse contexto, na Região Amazônica dois nomes se destacaram com uma produção que poderia ser qualificada de neovernacular ou tipificada como regionalismo crítico (Segawa, 1998). Assinale a opção que apresenta dois arquitetos proeminentes nesse cenário, autores do projeto do Centro de Proteção Ambiental de Balbina, AM, erguido entre 1984 e 1989.
- A)Oswaldo Bratke e Lucio Costa.
Errada, porque Oswaldo Bratke e Lucio Costa não formam a dupla ligada ao projeto de Balbina e nem são o par identificado nesse contexto amazônico por Segawa.
- B)Cândido Malta Campos Filho e Luís Carlos Costa.
Errada, porque Cândido Malta Campos Filho e Luís Carlos Costa não são os autores associados ao Centro de Proteção Ambiental de Balbina.
- C)João Batista Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha.
Errada, porque João Batista Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha pertencem a outra linhagem da arquitetura paulista, não a esse caso amazônico.
- D)Milton Monte e João Castro Filho.
Errada, porque Milton Monte e João Castro Filho não são a dupla referida como autora do projeto em questão.
- E)Severiano Porto e Mário Emílio Ribeiro.
Certa, porque Severiano Porto e Mário Emílio Ribeiro são os arquitetos associados ao Centro de Proteção Ambiental de Balbina e ao regionalismo amazônico citado no enunciado.
Gabarito: E
Quando a Arquitetura brasileira começou a olhar com mais carinho para soluções ligadas ao clima, à cultura local e aos materiais da região, a Amazônia virou um laboratório muito importante. Antes mesmo da moda do "sustentável" ganhar o nome que tem hoje, alguns arquitetos já trabalhavam com ventilação natural, grandes coberturas, madeira e adaptação fina ao ambiente. É aí que entra a ideia de neovernacular ou de regionalismo crítico: não é copiar a arquitetura tradicional como se fosse fantasia folclórica, mas reinterpretar saberes locais com linguagem contemporânea. Na Região Amazônica, um nome aparece com força enorme: Severiano Porto. Sua obra ficou conhecida justamente por essa combinação entre técnica, sensibilidade climática e leitura do lugar. Ele não desenhava para vencer a natureza, mas para conversar com ela - e isso, em concurso, costuma ser o tipo de pista que a banca adora cobrar. No caso do Centro de Proteção Ambiental de Balbina, entre 1984 e 1989, a parceria correta é com Mário Emílio Ribeiro. Os dois são apontados por Segawa (1998) como representantes desse repertório amazônico de forte caráter regional, com soluções compatíveis com o ambiente e com a lógica construtiva local. Por isso, a alternativa E é a correta.