Em seu livro Complexidade e contradição em arquitetura de 1996, considerado o segundo maior tratado a definir a arquitetura pós-moderna, Robert Venturi resume sua visão sobre arquitetura com a expressão “mais não é menos”, em contraponto à consagrada frase de Mies van der Rohe de que “menos é mais”. O pensamento arquitetônico de Venturi, àquela época, se caracteriza pela preferência por elementos mais:
- A)híbridos do que “puros”;
Correta: Venturi defende a complexidade e a mistura, valorizando elementos híbridos em vez de formas puras.
- B)inventados do que “convencionais”;
Errada: o ponto central de Venturi não é a invenção pela invenção, mas a aceitação da mistura e da contradição.
- C)articulados em vez de “ambíguos”;
Errada: Venturi não prefere o articulado ao ambíguo; ao contrário, ele valoriza justamente a ambiguidade e a complexidade.
- D)diretos do que “distorcidos”;
Errada: “diretos” e “distorcidos” não expressam a oposição clássica usada por Venturi para criticar o modernismo.
- E)simples em vez de “redundantes”.
Errada: Venturi não privilegia o simples, e sim o complexo e o redundante, em oposição à simplificação modernista.
Gabarito: A
Robert Venturi foi um dos principais nomes do pós-modernismo na arquitetura e criticou a rigidez do modernismo de Mies van der Rohe, resumida no famoso “menos é mais”. Em vez de buscar pureza, simplicidade extrema e forma totalmente controlada, Venturi defendia uma arquitetura mais aberta à mistura, à tensão e até à contradição. A ideia dele é que a cidade e os edifícios reais são complexos, cheios de referências, usos e significados, então a arquitetura não precisa fingir que tudo é limpo e homogêneo. No livro Complexidade e contradição em arquitetura, Venturi valoriza justamente o que é menos “puro” e mais plural. Isso aparece na preferência por elementos híbridos, ambíguos e com sobreposição de sentidos, algo bem típico do pensamento pós-moderno. Em vez de eliminar diferenças, ele aceita a mistura como parte da linguagem arquitetônica. Por isso o gabarito é a alternativa A: Venturi prefere elementos híbridos do que puros. Essa resposta traduz bem a crítica dele ao formalismo modernista e a defesa de uma arquitetura mais rica, menos dogmática e mais próxima da experiência real do espaço. Em resumo: se o modernismo gosta de ordem e limpeza, Venturi gosta do mundo como ele é, meio misturado mesmo.