Em sua decisão projetual pelo uso de iluminação zenital em uma edificação, o arquiteto observou que é necessário limitar a superfície iluminada a valores que não comprometam o desempenho térmico do ambiente. Considerando que o Estado do Rio Grande do Sul é uma região de clima subtropical, o tipo de iluminação zenital que evita o ofuscamento provocado pela luz solar direta é o:
- A)“lanternim”, com orientação leste e iluminação unilateral concentrada;
Errada, porque o lanternim com orientação leste recebe sol direto da manhã e não é a melhor escolha para evitar ofuscamento.
- B)“shed”, com orientação sul e iluminação unilateral difusa;
Certa, porque o shed orientado ao sul favorece iluminação unilateral difusa, com menor incidência direta de sol e melhor conforto térmico e visual.
- C)“lanternim”, com orientação sul e iluminação bilateral concentrada;
Errada, porque o lanternim não é a solução mais indicada para reduzir ofuscamento, e a orientação sul não combina com iluminação bilateral concentrada nesse contexto.
- D)"shed”, com orientação leste e iluminação bilateral concentrada;
Errada, porque a orientação leste tende a captar sol direto e a iluminação bilateral concentrada aumenta o risco de ofuscamento.
- E)“lanternim”, com orientação norte e iluminação unilateral difusa.
Errada, porque a orientação norte no hemisfério sul costuma receber mais insolação direta, o que contraria a ideia de luz difusa e sem ofuscamento.
Gabarito: B
Iluminação zenital é aquela que entra pelo topo da edificação, como sheds e lanternins, e pode ser ótima para iluminar sem depender tanto de fachadas. O problema é que, se a luz solar bater direta demais, ela traz ofuscamento e aumenta a carga térmica, o que é justamente o que a questão quer evitar. Por isso, em clima subtropical, o ideal é buscar uma solução que capte luz natural de forma mais controlada e difusa, reduzindo a incidência direta do sol sobre o ambiente interno. No Estado do Rio Grande do Sul, que fica no hemisfério sul, a orientação das aberturas zenitais faz diferença enorme. Em geral, a face sul recebe luz mais uniforme e difusa, com menor entrada direta de sol, o que ajuda a iluminar sem esquentar tanto nem gerar brilho incômodo. Já orientações como leste ou norte tendem a receber sol direto em determinados períodos, o que pode piorar o conforto visual e térmico. É por isso que a alternativa B está correta: o shed com orientação sul trabalha com iluminação unilateral difusa. O shed, por sua própria forma, capta luz de modo mais controlado, e a orientação sul no hemisfério sul ajuda a minimizar a incidência solar direta. Resultado: menos ofuscamento, melhor conforto e menor impacto térmico. Como regra prática de prova, pense assim: se a banca fala em evitar ofuscamento e preservar desempenho térmico, procure soluções que privilegiem luz difusa e orientação menos agressiva ao sol. Em arquitetura, luz boa é luz que ilumina sem virar holofote nem aquecedor.