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Arquitetura e Urbanismo · FGV · 2023

Questão comentada de Arquitetura e Urbanismo

Para definir as operações de tratamento inerentes à conservação da cantaria de um edifício histórico, o arquiteto realizou o levantamento e o diagnóstico das patologias encontradas. Relacione as patologias discriminadas abaixo com suas respectivas denominações: 1. Alveolização 2. Alteração cromática 3. Degradação diferenciada 4. Esfoliação 5. Desagregação ( ) Trata-se de reação que se manifesta superficialmente, provocando escurecimento ou clareamento e chegando até a modificar a cor original da pedra ( ) Desgaste que se manifesta com a formação de cavidades de dimensões variadas na superfície ( ) Deteriorização profunda devido à heterogeneidade do material estrutural, modificando sua textura original ( ) Perda da coesão do material lapidado ( ) Decomposição que se manifesta com o destacamento espesso de uma ou mais camadas do substrato superficial A sequência correta, de cima para baixo, é:

Gabarito: B

Na conservação de cantaria, o ponto de partida é sempre o mesmo: observar, nomear e entender a patologia antes de sair tratando a pedra como se fosse um móvel velho. Cada lesão tem uma “assinatura” própria, e isso ajuda o arquiteto a escolher a intervenção correta sem piorar o problema. Em materiais pétreos, as alterações costumam aparecer por ação do tempo, umidade, sais, poluição e até pela própria heterogeneidade da rocha. A alteração cromática é a mais fácil de reconhecer: a pedra escurece, clareia ou muda de cor na superfície. Já a alveolização aparece quando surgem cavidades ou pequenos “alvéolos” na face da cantaria, como se a superfície tivesse sido comida aos poucos. A degradação diferenciada ocorre quando partes da pedra reagem de maneira desigual por causa da composição heterogênea do material, alterando sua textura original. A desagregação é a perda de coesão do material, isto é, a pedra começa a se desfazer, virar grãos ou pó. Por fim, a esfoliação é o destacamento em camadas, com perda de lâminas mais espessas do substrato superficial. A lógica do gabarito B segue exatamente essa leitura: 2, 1, 3, 5, 4. Esse vocabulário é bem alinhado ao uso técnico em conservação e restauração de bens culturais, como se vê em manuais e cartas de conservação de materiais pétreos. Em prova, a FGV costuma cobrar a identificação conceitual fina, então vale decorar a imagem mental de cada patologia, não só o nome bonito dela.

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