Ainda que cada estrutura referente à mobilidade não motorizada varie de acordo com o contexto urbano, o Manual de Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável (DOT’S) recomenda como estratégia, a nível da rua, larguras mínimas na calçada para faixa livre para tráfego de pedestre e faixa de serviços, respectivamente, de
- A)1,20m e 1,20m.
Errada, porque a faixa livre não deve ser reduzida a 1,20 m se a faixa de serviços também ocupa 1,20 m, deixando a calçada pouco eficiente para o pedestre.
- B)0,90m e 1,20m.
Errada, porque a faixa livre de 0,90 m é insuficiente como referência mínima para circulação acessível em calçada.
- C)0,80m e 0,90m.
Errada, porque os valores estão abaixo do recomendado para garantir circulação confortável e acessível.
- D)1,20m e 0,80m.
Certa, pois o DOT’S recomenda 1,20 m para a faixa livre e 0,80 m para a faixa de serviços.
- E)0,90m e 0,90m.
Errada, porque a faixa livre indicada não atende ao mínimo recomendado e a faixa de serviços também está subdimensionada.
Gabarito: D
No desenho da calçada, a lógica é separar bem as funções: a faixa livre é o caminho desobstruído por onde a pessoa anda, e a faixa de serviços é a borda onde ficam poste, árvore, lixeira, sinalização e outros elementos urbanos. Isso evita que a circulação de pedestres vire uma espécie de “slalom urbano”, especialmente para idosos, cadeirantes, pessoas com carrinho de bebê e quem tem mobilidade reduzida. O Manual de Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável (DOT’S) adota, como referência de projeto em nível de rua, larguras mínimas de 1,20 m para a faixa livre e 0,80 m para a faixa de serviços. Essa combinação organiza a calçada sem estrangular a circulação, deixando a travessia e o caminhar mais seguros e acessíveis. Por isso, a alternativa D está correta: 1,20 m e 0,80 m. A ideia não é apenas “passar”, mas passar com dignidade, previsibilidade e sem obstáculos. Esse raciocínio conversa com a lógica do desenho universal e com a acessibilidade prevista na NBR 9050, que orienta parâmetros mínimos para uso autônomo e seguro dos espaços por todos. Em prova, a banca costuma cobrar esses valores como referência objetiva. Então vale guardar a dupla clássica: faixa livre mais generosa para circulação e faixa de serviços mais estreita, mas funcional, para os elementos urbanos.