Alguns edifícios assumem papel significativo na cidade, especialmente aqueles destinados às atividades culturais, porque privilegiam o desenvolvimento de uma arquitetura cenográfica e espetacular, que conduz a associações metafóricas. Identifique cada obra apresentada a seguir à sua respectiva associação metafórica. ( ) Pavilhão de Exposições Lucas Garcez – Ibirapuera, São Paulo (1951) ( ) Museu de Arte Contemporânea MAC - Niterói (1996) ( ) Museu Oscar Niemeyer MON - Curitiba (2002) ( ) Museu de Arte do Rio - MAR - Rio de Janeiro (2011) ( ) Museu do Amanhã - Rio de Janeiro (2013) 1. Oca indígena 2. Flor branca 3. Olho humano 4. Ondas 5. Bromélia Assinale a opção que apresenta a relação correta, na ordem apresentada.
- A)2 – 5 – 1 – 4 – 3.
Errada, porque embaralha as metáforas e troca as associações consagradas de várias obras por imagens que não correspondem a elas.
- B)1 – 2 – 3 – 4 – 5.
Certa, pois relaciona corretamente cada edifício às metáforas conhecidas: Oca indígena, flor branca, olho humano, ondas e bromélia.
- C)3 – 2 – 1 – 4 – 5.
Errada, porque desloca as associações e atribui à ordem dos edifícios imagens que pertencem a outras obras do enunciado.
- D)3 – 5 – 1 – 2 – 4.
Errada, pois confunde sobretudo os dois museus do Rio e de Curitiba, trocando referências visuais que a banca costuma cobrar de forma bem direta.
- E)1 – 2 – 4 – 3 – 5.
Errada, porque mistura os símbolos arquitetônicos e inverte as metáforas mais conhecidas, especialmente entre o MAR e o Museu do Amanhã.
Gabarito: B
Essa questão mistura arquitetura com imaginação simbólica, um prato cheio da FGV. Em obras culturais, muitos arquitetos buscam formas reconhecíveis, quase como apelidos visuais, para criar impacto urbano e facilitar a memória do público. Não é só estética: a forma vira mensagem, e a própria cidade passa a “ler” o edifício como metáfora. Aqui, a associação correta segue justamente esses apelidos consagrados. O Pavilhão Lucas Garcez, no Ibirapuera, é a famosa Oca indígena. O MAC de Niterói é lembrado como flor branca, pela forma de disco apoiado em base estreita e pela leitura escultórica da cobertura. O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, é o olho humano, por causa do anexo em volume elevado e envidraçado. O MAR, no Rio, remete às ondas, pela composição que lembra o movimento do mar e pelo conjunto arquitetônico que conversa com a baía. Por fim, o Museu do Amanhã é a bromélia, por sua estrutura orgânica e futurista. Então o gabarito B fica correto porque ele reproduz exatamente essa sequência de metáforas arquitetônicas já difundidas no vocabulário urbano e na crítica especializada. Em prova, o truque é reconhecer o “nome-apelido” do prédio, algo muito explorado pela banca quando trabalha obras icônicas do modernismo e do contemporâneo brasileiro.