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Arquitetura e Urbanismo · FGV · 2022

Questão comentada de Arquitetura e Urbanismo

Recém-inaugurado em Dubai, o Museu do Futuro foi descrito como “um milagre da engenharia” pela combinação de tecnologia avançada e esforços meticulosos de centenas de profissionais, que permitiu a construção de uma estrutura em aço sem pilares com formato de anel elíptico com inscrições em caligrafia árabe. Relacione as obras projetadas por renomados arquitetos brasileiros, listadas a seguir, aos sistemas construtivos representativos de suas respectivas produções arquitetônicas. 1. Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação - João Filgueiras Lima (Lelé). 2. Conjunto de Pampulha: Oscar Niemeyer. 3. Aldeias Infantis SOS - Severiano Porto. 4. Centro de Pesquisas CENPES/PETROBRÁS - Siegbert Zanettini. 5. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo USP - Vilanova Artigas/Cascaldi. ( ) pré-fabricação de componentes leves em argamassa armada. ( ) linguagem regionalista adaptada às condições ecológicas com uso de materiais locais: madeira e palha. ( ) aço como sistema único ou combinado com outros materiais, ecoeficiente e sustentável. ( ) o mundo de formas novas, que o concreto armado oferece, suporte ideal para liberdade plástica e soluções belas, inesperadas e harmoniosas. ( ) materialidade da construção expressa pelo concreto aparente, na sua forma brutalista e rústica. Assinale a opção que apresenta a relação correta, na ordem apresentada.

Gabarito: A

A questão mistura obras bem conhecidas da arquitetura brasileira com o sistema construtivo que mais marcou cada produção. O truque aqui é associar o arquiteto ao que ele realmente explorava: Lelé ficou famoso pela industrialização da construção e pela pré-fabricação em argamassa armada; Severiano Porto, pelo regionalismo amazônico com madeira e soluções adequadas ao clima; Siegbert Zanettini, por uso expressivo do aço em projetos de alta eficiência; Oscar Niemeyer, pelo concreto armado como matéria de liberdade plástica; e Vilanova Artigas/Cascaldi, pelo concreto aparente e a linguagem brutalista da FAU USP. Na ordem dos enunciados, isso vira: Rede Sarah -> pré-fabricação de componentes leves em argamassa armada; Aldeias Infantis SOS -> linguagem regionalista com materiais locais; CENPES/Petrobras -> aço como sistema único ou combinado, com foco ecoeficiente; Conjunto de Pampulha -> concreto armado e liberdade formal; FAU USP -> concreto aparente, brutalista e rústico. É praticamente um mapa mental da arquitetura brasileira do século XX, com cada autor deixando sua assinatura material. Por isso, o gabarito A está correto: 1 - 3 - 4 - 2 - 5. A banca FGV costuma cobrar exatamente essa leitura por obra e por linguagem construtiva, não só o nome do arquiteto. Então, mais do que decorar, você precisa reconhecer a "cara" de cada produção. Um jeito rápido de memorizar: Lelé = pré-fabricação e argamassa armada; Severiano = madeira, palha e adaptação regional; Zanettini = aço e tecnologia; Niemeyer = concreto e forma livre; Artigas = concreto aparente e brutalismo.

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