Num país tropical do hemisfério sul, como o Brasil, a orientação da fachada do edifício que, sujeita a trajetórias solares predominantemente horizontais e elevadas, deverá ser protegida por brise-soleil (para-sóis) horizontais, para garantir conforto térmico em seus ambientes, é a
- A)Norte.
Correta, porque no hemisfério sul a fachada norte recebe maior insolação e tende a exigir proteção com brises horizontais.
- B)Sul.
Errada, pois a fachada sul recebe menos insolação direta e, em geral, não é a principal candidata a esse tipo de proteção.
- C)Leste.
Errada, porque a fachada leste recebe sol da manhã, de trajetória mais baixa, o que favorece outros tipos de sombreamento.
- D)Oeste.
Errada, pois a fachada oeste recebe sol forte da tarde, também de trajetória baixa, exigindo proteção diferente da horizontal pura.
- E)Sudeste.
Errada, porque a orientação sudeste não é a referência clássica de maior insolação para justificar brise-soleil horizontal.
Gabarito: A
Em clima tropical, o sol costuma ser alto no céu durante boa parte do ano, então a proteção solar da fachada depende muito da orientação. Quando a radiação chega em trajetórias mais elevadas e com incidência predominante ao longo do dia, o elemento mais eficiente é o brise-soleil horizontal, porque ele barra o sol alto e ainda deixa entrar luz difusa. É aquela lógica clássica de conforto térmico: bloquear calor excessivo sem transformar o ambiente em uma caverna. No Brasil, que fica no hemisfério sul, a fachada voltada para o norte recebe o maior ganho solar ao longo do ano, especialmente no inverno, quando o sol percorre a parte norte do céu. Por isso, a orientação norte é a que normalmente pede proteção com brises horizontais para reduzir o aquecimento interno e melhorar o conforto térmico. Em Arquitetura, isso aparece muito em soluções bioclimáticas e em estratégias de sombreamento passivo. A ideia é simples: o brise horizontal funciona melhor quando o sol vem mais alto, porque ele faz sombra sobre a abertura sem fechar totalmente a ventilação e a iluminação natural. Já fachadas com sol baixo da manhã ou do fim da tarde costumam exigir outros recursos, como brises verticais ou combinações de proteção. Então, o gabarito está correto porque, no hemisfério sul tropical, a fachada norte é a que mais se beneficia de para-sóis horizontais para garantir conforto térmico. Não é frescura de projeto: é o sol seguindo sua rota e a arquitetura respondendo com inteligência.