No “fechamento” da planta de um telhado, o arquiteto projetou uma aresta inclinada delimitada pelo encontro de duas águas que formam um ângulo saliente, sendo, consequentemente, um divisor de águas. Esse elemento do telhado denomina-se
- A)espigão.
Correta: espigão é a aresta inclinada externa formada pelo encontro de duas águas em ângulo saliente.
- B)cumeeira.
Errada: cumeeira é a linha superior do telhado, e não o encontro externo inclinado entre duas águas.
- C)rincão.
Errada: rincão é o encontro interno das águas, formando um ângulo entrante.
- D)água furtada.
Errada: água furtada é uma abertura/volume na cobertura, não uma aresta do encontro entre águas.
- E)beiral.
Errada: beiral é a projeção da cobertura além da parede, sem relação com a linha de encontro das águas.
Gabarito: A
Na cobertura, os nomes mudam conforme o encontro das águas. Quando duas águas se encontram formando um ângulo saliente, ou seja, uma linha externa do telhado, você está diante de um divisor de águas. Esse elemento recebe o nome de espigão. Ele aparece justamente na aresta inclinada que “corta” o encontro das superfícies do telhado. Para não confundir: a cumeeira é a linha mais alta do telhado, normalmente horizontal, onde duas águas se encontram no ponto superior. Já o rincão é o oposto do espigão: é a linha interna, de ângulo entrante, formada pelo encontro de duas águas. Em linguagem de obra, é quase um jogo de espelhos. A água furtada é uma abertura na cobertura, como uma espécie de pequeno telhado embutido, usada para iluminação e ventilação. Já o beiral é a parte que avança além da parede, protegendo a fachada da chuva. Cada nome tem seu lugar, e a banca adora trocar esses parentes entre si. Por isso, o gabarito está correto ao indicar espigão: ele é a aresta inclinada externa, resultado do encontro de duas águas em ângulo saliente, funcionando como divisor de águas.