Para realizar a correção dos rasgos efetuados numa parede de alvenaria em tijolos para a instalação das tubulações com diâmetros superiores a 50 mm, o arquiteto deverá indicar
- A)o enchimento com argamassa inorgânica em aplicação única.
Errada, porque apenas o enchimento com argamassa não garante a amarração e a estabilidade necessárias em rasgos maiores.
- B)a substituição dos tijolos quebrados por novos.
Errada, porque substituir tijolos quebrados pode fazer parte do reparo, mas não é a solução técnica indicada para corrigir o rasgo de instalação da tubulação.
- C)a colocação de tela metálica galvanizada e cacos de tijolos.
Certa, porque a tela metálica galvanizada com cacos de tijolos melhora a aderência, o travamento e a recomposição da alvenaria.
- D)o preenchimento com pedras e tarugos de madeira apropriados.
Errada, porque pedras e tarugos de madeira não são materiais compatíveis nem adequados para recompor um rasgo em alvenaria de tijolos.
- E)a colocação de espuma expandida e refugo de madeira reaproveitada.
Errada, porque espuma expandida e refugo de madeira não fornecem o desempenho estrutural e a compatibilidade exigidos no reparo.
Gabarito: C
Quando se faz um rasgo em parede de alvenaria para embutir tubulações, a correção precisa recompor a continuidade da parede e evitar fissuras futuras. Em tubulações com diâmetros superiores a 50 mm, o reparo não é só “tapar o buraco” com massa: a solução deve criar uma base de aderência e travamento mecânico para o fechamento ficar estável. Por isso, a orientação correta é usar tela metálica galvanizada associada a cacos de tijolos. A tela ajuda a amarrar o reparo à alvenaria existente, enquanto os cacos de tijolos funcionam como preenchimento compatível com o material original, reduzindo diferenças de comportamento e melhorando a aderência da argamassa de recomposição. As demais alternativas tropeçam justamente no que interessa mais nessa situação: resistência, compatibilidade e durabilidade. Argamassa pura, espuma expansiva, madeira ou pedras soltas não resolvem bem a recomposição de um rasgo em alvenaria de tijolos, principalmente quando o vão é maior e a região precisa voltar a trabalhar como parede, e não como remendo improvisado. Em termos de prática construtiva, isso se alinha ao princípio de reparo compatível com o elemento original, muito usado em detalhamento de execução e manutenção predial. Em prova da FGV, vale lembrar: rasgo maior pede solução de amarração e preenchimento adequado, não apenas massa jogada por cima.